Categorias: Política

Serra diz que plano de direitos humanos mostra confusão no governo

PUBLICIDADE

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou nesta segunda-feira que a polêmica criada em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos e a disputa entre os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) mostra uma confusão no governo federal.

“Há uma grande confusão nesse momento dentro do próprio governo [federal]. Se o governo elucida bem as suas posições, aí, como cidadão, no futuro, a gente vai analisar [o programa]”, disse Serra, que participou ontem da inauguração de uma unidade do Poupa Tempo em Taubaté (130 km de São Paulo).

O plano, criado por meio de decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim do ano passado, dividiu os ministros do governo federal. Ele prevê a criação da Comissão da Verdade, com objetivo de apurar torturas e desaparecimentos durante a ditadura (1964-1985). A proposta irritou Jobim e o comando das Forças Armadas.

Duas propostas deixaram a área militar particularmente irritada: identificar e tornar públicas as “estruturas” utilizadas para violações de direitos humanos durante a ditadura e criar uma legislação nacional proibindo que ruas, praças, monumentos e estádios tenham nomes de pessoas que praticaram crimes na ditadura.

Na leitura dos militares, isso significa que o governo do PT, formado por muitos personagens que atuaram ‘do outro lado’ no regime militar, está querendo jogar a opinião pública contra as Forças Armadas.

Vannuchi disse que pedirá demissão se o plano sofrer mudanças para investigar os militantes da esquerda armada durante a ditadura.

Aborto

Segundo reportagem da Folha, depois da reação da Igreja Católica, o presidente Lula mandou rever o trecho pró-aborto no decreto do plano, alegando que ele não traduz a posição do governo.

Pela nova redação, o texto deverá fazer uma defesa genérica do aborto, no contexto de saúde pública –para salvar a vida da mãe, por exemplo. Também haverá alterações na parte que trata da violação de direitos humanos na ditadura.

O plano estabelece “apoiar a aprovação do projeto de lei que descriminaliza o aborto, considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”.

Na nova redação, será suprimida a parte que fala da autonomia, pois caracteriza apoio à decisão íntima de interromper a gestação, mas não é a posição do governo e de Lula.

 

 

 

G1

Últimas notícias

Irã e EUA recebem plano com cessar-fogo imediato e acordo em duas etapas

Uma trégua na guerra. Irã e Estados Unidos receberam um plano para encerrar as hostilidades…

6 de abril de 2026

Carlos Magno confirma debate sobre ECA Digital no Conselho de Comunicação do Congresso Nacional

O Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional realiza nesta segunda-feira (06), às 9h30, no…

6 de abril de 2026

André Gomes oficializa saída da Secretaria de Cultura de CG para se dedicar a pré-candidatura

O ex-prefeito de Boa Vista, André Gomes, oficializou no último sábado (04) sua filiação ao…

6 de abril de 2026

Investimentos para despoluir praias e rios e acesso à água tratada na PB podem gerar R$ 1,7 bilhão até 2040

Investimentos elevados. A despoluição de praias e rios e acesso à água tratada na Paraíba…

6 de abril de 2026

Hugo vai votar nesta semana financiamento mínimo para assistência social no Brasil: “Prontos para esse debate”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende votar nesta semana…

6 de abril de 2026

Paraíba tem 183 vagas abertas em concursos com salários de quase R$ 5 mil

Oportunidade de emprego e com bons salários. A Paraíba tem quatro editais de concurso público…

6 de abril de 2026