O juiz Sérgio Moro marcou datas de audiências em que devem ser ouvidos deputados federais e senadores arrolados como testemunhas de defesa do ex-senador Gim Argello e do filho dele em processo da Operação Lava Jato. Eles devem prestar depoimento ao juiz em Brasília, através de sessão de videoconferência com a Justiça Federal em Curitiba.

Pelo que cargo que ocupam, os deputados e senadores têm a prerrogativa de ajustar as datas dos depoimentos. Após serem arrolados por Gim Argello, a Justiça expediu ofícios para que eles escolhessem entre datas disponíveis. Assim, o calendário de oitivas ficou definido da seguinte forma:

– 03/08, 10h, deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP);

– 17/08, 10h, senador José Pimentel (PT-CE);

– 17/08, 10h15, deputado federal Marco Maia (PT-SP);

– 18/08, 10h, senador Humberto Costa PT-PE);

– 18/08, 10h15, senador Acir Gurgacz (PDT-RO);

– 24/08, 10h, deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA);

– 24/08, 10h15, deputado federal Hugo Leal (PSB-RJ).

No mesmo despacho, Sérgio Moro observou que algumas testemunhas ainda não responderam sobre quando desejam ser ouvidos. São eles: o ministro Vital do Rêgo Filho, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), os deputados federais Rodrigo Maia (DEM-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e o juiz Rogério Faleiro Machado.

“Renovem-se os ofícios solicitando a indicação da data, se possível em três dias, considerando que há acusado preso e a necessidade de colaboração com a Justiça”, determinou o juiz.

Da mesma forma, Moro determinou que sejam enviados ofícios aos senadores Paulo Paim (PT-RS) e João Alberto Souza (PMDB-MA), que haviam pedido dispensa. Consultadas, porém, as defesas de Gim Argello e do filho dele insistiram nos depoimentos deles, de forma que os parlamentares devem novamente ser intimados a escolher uma data.

Por fim, Moro ainda determinou que as defesas de Argello e do filho se manifestem sobre o pedido de dispensa do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) em até três dias.

Acusação

O processo contra Gim Argello acusa o ex-senador de ter recebido propina para barrar a convocação de empreiteiros para Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). Os recursos foram empregados em campanha eleitoral Os delatores Delcídio do Amaral, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa relataram a ação do ex-parlamentar.

G1

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