Categorias: Política

Secretário diz que estimativa de queda do PIB é preocupante à economia da PB

Para o secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Gustavo Nogueira, a estimativa de queda de 0,3 ponto percentual do crescimento do PIB estadual em 2011 “é preocupante. “O descontrole dos gastos públicos, registrado ao longo dos últimos dois anos na Paraíba trouxe repercussões negativas para o comportamento da economia do estado em 2011. Este é, realmente, o maior desequilíbrio fiscal verificado no estado, no período mais recente”, frisou.

No entanto, Gustavo acrescentou que “a situação se agrava diante da possibilidade dessa revisão poder ser superada, em tese, para maior, tendo em vista que o descontrole dos gastos – nos últimos dois anos – gerou outros elementos negativos como: inadimplência junto aos organismos federais, dificuldades para liberação e obtenção de recursos e contratação de operações, bem como insuficiência de caixa para realização de investimentos. Por determinação do governador Ricardo Coutinho, todos os gestores do poder público estadual estão empenhados em implementar inúmeras medidas saneadoras, a fim de reverter a situação de extrema dificuldade com a qual nos deparamos. Sem a aplicação dessas ações, será impossível chegar ao final de 2011 com um quadro financeiro mais favorável”, revelou. 

Segundo Nogueira, a criação do Programa Empreender, como elemento de geração de emprego e renda, bem como a retomada, em curto prazo, do programa de obras e serviços públicos de responsabilidade do Governo estão entre as medidas que serão tomadas com o intuito de reaquecer a economia do estado. Outras ações previstas estão a intenção de desconcentrar e a descentralização dos investimentos da esfera pública estadual, priorizando também, como eixo das aplicações, além das cidades litorâneas, os municípios do interior. “Por último, o governo do Estado buscará fortalecer os mecanismos de participação e controle social, reconhecendo-os como essenciais no processo de construção do desenvolvimento sustentável da Paraíba. Ainda de acordo com o secretário de Planejamento e Gestão do Estado, paralelamente ao “esforço saneador”, o governo adotará providências voltadas para o reaquecimento da economia estadual, sem as quais, de acordo com o gestor, não haverá condições de reverter a tendência de queda projetada para o PIB da Paraíba no corrente ano”, reiterou.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), José Artur de Melo de Almeida, diz que “não havia alternativa para o atual governo do Estado para reencontrar o equilíbrio fiscal e financeiro que não seja as medidas que estão sendo adotadas. Todos nós de forma direta ou indireta ligada ao setor produtivo temos a visão e a certeza que o maior gargalo e entrave da falta de uma maior estabilidade do nosso desenvolvimento econômico se dá em função do estado perdulário, gastando muito mal. Como todos nós sabemos através da imprensa nacional, a Paraíba é o estado que apresenta o maior grau de descontrole em suas contas públicas, que poderemos ter no primeiro momento um reflexo negativo em nossa economia. Porém, em um segundo momento após o equilíbrio ser alcançado o estado certamente trilhará o desenvolvimento social desejável e acima de tudo possíveis de ser alcançados, pois foi desta forma que outros estados brasileiros agiram e conseguiram virar a página do subdesenvolvimento”, apontou.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep), Buega Gadelha, o foco do atual Governo do Estado “tem demonstrado um forte interesse pela área econômica. Esse é um fato novo que não se via há décadas em governo no Estado, pois a pauta principal que normalmente os governos costumam gastar suas energias é com disputas políticas. A diferença da atual gestão em seu início é justamente a busca pela economia política e não simplesmente pela política partidária. A direção da Fiep-PB tem sido procurada constantemente por secretários do Estado na área de desenvolvimento econômico. Esse é um foco novo na política paraibana e, por sinal, muito positivo”, reiterou.

PIB do setor público na PB é o maior do Nordeste

Dados do IBGE mostram que a administração pública na Paraíba tem a maior participação no PIB entre os nove estados do Nordeste e detém um das quatro maiores taxas do país. No último levantamento do IBGE, divulgado no ano passado (PIB de 2008), a administração pública, educação pública e saúde participavam com 31,3% da riqueza gerada no estado, enquanto a média da região Nordeste é bem menor (22%) e no país a taxa chega a ser a metade (15,8%).

Os estados da região Nordeste que chegam mais próximos da Paraíba são Piauí (28,3%), Rio Grande do Norte (27,7%) e Alagoas (27,2%). Já os estados da Bahia (16,9%) e do Maranhão (19,9%) possuem as menores participações da administração pública na geração de riqueza.

Para o gerente da Etene, Airton Júnior, “as regiões menos desenvolvidas caracterizam-se por possuir uma menor base econômica, decorrendo então uma maior dependência do setor público. À medida que a região se desenvolve, o setor privado floresce, de forma que a participação do setor público, no total da economia, tende a declinar. Conforme mencionado anteriormente, investimentos em educação, qualificação da mão-de-obra e em infraestrutura são fundamentais para se alavancar um processo de desenvolvimento sustentável. Além disso, deve-se buscar a eficiência da gestão pública em termos de processos e implementação de políticas e programas. Consideramos que tanto o estado quanto a iniciativa privada são atores fundamentais para se promover o crescimento e desenvolvimento econômico.”, ponderou.

De acordo com o IBGE, as atividades que mais se aproximam do peso da administração pública na economia paraibana, que representa quase um terço do PIB, é o setor de comércio e serviços de manutenção e reparação com 15,4%. Em terceiro, vem o setor da indústria de transformação (9,9%) do PIB.

O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL), José Artur de Melo de Almeida, diz que esses números “certamente darão ao atual Governo mais uma missão: diminuir o tamanho do Estado, estimulando a iniciativa privada para crescer, viabilizar de forma sistemática os arranjos produtivos locais com apoio de políticas públicas, incentivo e capacitação para sairmos dessa dependência excessiva do Estado, enquanto no segundo momento fortalecendo a iniciativa privada”, declarou.

Para Ivani Costa do Sebrae, “é plausível pensar que o Estado consiga se posicionar em relação à agenda político-estratégica adotada, buscando ações significativas para a nova fase de expansão e internacionalização do Nordeste brasileiro, com ênfase a implantação da infraestrutura logística regional que se transformaram, até então, em óbice do desenvolvimento. Ao mesmo tempo, pode-se esperar que o Governo seja capaz de superar seus problemas, comprometido com a austeridade e, assim ser capaz de resolver sua pesada herança”.

Já a gerente da Unidade Estratégica do Sebrae, Ivani Costa, o grau de participação do estado no PIB, demonstra a importância que se deve dar a influência do modelo de gestão e a forma de implementação das estratégias escolhidas. “Privatizar o que não é ação primária do estado, como é o caso dos hotéis como o Governo cogita, já é um bom começo”, indicou.

 

PB Agora

Jornal da Paraíba

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