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Secretário desmente PMJP sobre projeto da falésia

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Secretário de RC vê incompetência da PMJP para elaborar projeto da falésia: “Não se arquiva o que não existe”

A celeuma em torno da contenção da erosão da barreira do Cabo Branco, em João Pessoa, ganhou um novo capítulo, nesta quarta-feira (29), após o Secretário de Comunicação do Governo do Estado, Luís Tôrres entrar no debate e também desmentir a prefeitura de João Pessoa, agora sobre um “suposto arquivamento do projeto”.

Segundo o secretário, a Prefeitura da Capital tem tentado a todo custo passar à opinião pública uma versão que não corresponde à verdade, já que até agora não entregou à Sudema a documentação necessária para que o órgão estadual possa emitir a licença ambiental que possibilite o início das obras de contenção de falésia do Cabo Branco.


“Talvez, por incompetência ou má fé mesmo, a Prefeitura mente mais uma vez. Primeiro, mentiu quando disse que entregou o projeto executivo completo à Sudema. Ora, o próprio engenheiro (Pedro Antônio Molinas) da empresa (Acquatool Consultoria) contratada pela Prefeitura para elaborar o projeto desmentiu essa versão, quando afirmou, em entrevista, que faltavam os estudos ambientes para complementar o projeto. E agora a Prefeitura novamente falta com a verdade com essa estória de arquivamento, pois não se arquiva o que não se existe”, pontou o secretário.

O superintendente do órgão na Paraíba, João Vicente Machado, deixou claro que o documento apresentado pela gestão municipal não foi o projeto acordado em audiência pública o qual  pode, inclusive, provocar um desarranjo marinho, afetando os mares de Cabedelo e até do Litoral Norte da Paraíba.

Para Machado, o prefeito usa dados de forma ardilosa para tentar escapar da responsabilidade.

“O prefeito contabiliza ardilosamente 14 meses. Mas não foram 14 meses, porque em novembro de 2015, ou seja, há oito meses, houve uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Paraíba, onde foi definido que o projeto para contenção da falésia necessitava também de uma ação no continente. Essa ação consistia na drenagem das águas das chuvas, revegetalização da área para a contenção das chuvas, então esse projeto entrou como um projeto novo, o que a prefeitura estava pedindo no projeto que o prefeito insistentemente diz que tem 14 meses é a renovação de uma licença de instalação baseado em um projeto de 2011, que certificava dois quebra mares e um caminho de serviço e a prefeitura agora acrescentava para oito quebra mares e dois caminhos de serviço e isso pode provocar um desarranjo marinho que afetará todo litoral norte, e que pode chegar em Cabedelo e até em Lucena”, explicou.

 

PB Agora

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