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Secretária diz que Efraim deu aval a fantasmas

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Fantasmas: Polícia do Senado busca testemunhas; secretária diz que contratações tinham o aval de Efraim
 

 

Após cinco tentativas de intimação, a Polícia Legislativa do Senado decidiu nesta terça-feira (8) adotar uma pressão maior sobre a família Bicalho para prestar depoimento sobre a contratação de duas supostas funcionárias fantasmas do senador Efraim Morais (DEM-PB).

Além das irmãs Kátia e Mônica da Conceição Bicalho, que já prestaram esclarecimentos à polícia, são esperados o pai (Antonio Sérgio Rocha Bicalho), a mãe (Nélia da Conceição Bicalho) e o irmão (Ricardo Luiz da Conceição Bicalho), que também são servidores da Casa.

Para o diretor da Polícia Legislativa, Pedro Carvalho, o testemunho dos três é peça-chave para encerrar o inquérito, cujo prazo termina no próximo dia 28 de junho, mas pode ser prorrogado.

“Os três também estão lotados no gabinete do senador [Efraim Morais]. Tentamos cinco vezes entrar em contato pessoalmente para fazer a intimação. Se não for de forma amigável, podemos tentar coercitivamente ou ainda pedir à Justiça prisão temporária deles”, frisou Carvalho.

Já um dos advogados de defesa das irmãs, Marcel Versiani, afirmou que não serão necessárias medidas extremas. “Eles vão comparecer sim. Falei com elas e aguardo uma resposta”, disse Versiani, que também disse aguardar da polícia a definição de uma data para a presença deles para depor.

Carvalho continua afirmando que o senador não é alvo da investigação e que, se estiver envolvido, o caso irá para a Corregedoria do Senado.

Kátia e Mônica Bicalho seriam responsáveis pela contratação das irmãs Kelly e Kelriany Nascimento da Silva, que denunciaram à polícia um esquema em que recebiam uma espécie de “bolsa-educação” de R$ 100 mensais, durante um ano, em troca de autorizar a abertura de contas bancárias seus nomes.

Kelriany alega que descobriu que era funcionária fantasma ao tentar abrir uma conta bancária e verificar que tinha dívidas e que constava como funcionária do Senado, com salário de R$ 3.800.

As irmãs Bicalho negam que o senador tivesse conhecimento da contratação irregular de Kelly e Kelriany que, segundo elas, prestavam serviços terceirizados para o escritório jurídico que assistia o democrata.

Redação com Uol

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Ele sabia: contratações têm o aval de Efraim

 

A secretária parlamentar Rosemary Ferreira Alves de Matos afirmou em depoimento à Polícia Legislativa do Senado que o senador Efraim Morais (DEM-PB) era o responsável pela indicação dos funcionários comissionados do gabinete. “A contratação se inicia com a indicação do futuro servidor pelo senador”, informou a Rosemary. Ela trabalha no Senado desde 2005 e é funcionária comissionada do gabinete desde julho do ano passado. 

A secretária teve o nome envolvido no escândalo depois de o contínuo Gilberto Rocha da Mota ter afirmado que Rosemary sempre pedia para que ele representasse funcionários nomeados por procuração, inclusive para a posse de Kelly Janaína Nascimento da Silva, 28 anos, e Kelriany Nascimento da Silva, 32 anos, funcionárias fantasmas do gabinete de Efraim que denunciaram a contratação irregular (leia Entenda o caso ao lado).

 

Em depoimento prestado na última semana de maio, a secretária afirmou que em situação de nomeação por procuração, o gabinete chega a repassar diretamente para o parlamentar “formulários necessários para a posse” para que sejam entregues ao futuro servidor. “Quando se trata de indicado com residência no estado da Paraíba, passa-se para o senador os formulários necessários para a posse e esse repassa para o futuro servidor”, traz o depoimento. A assessoria do senador foi procurada, mas não respondeu à reportagem.

 

O questionamento sobre a responsabilidade pela indicação de comissionados tinha o objetivo de apurar envolvimento do senador na liberação das duas vagas supostamente pedidas por Mônica da Conceição Bicalho para Kelly e Kelriany, que receberam salário de R$ 3,8 mil e R$ 1,4 mil, respectivamente, durante 13 meses, sem prestar serviços ao Senado.

 

O depoimento de Rosemary também destaca a relação do senador com o pai de Mônica e Kátia da Conceição Bicalho, funcionárias envolvidas diretamente na contratação das supostas fantasmas. De acordo com a secretária, Antônio Sérgio Rocha Bicalho teria ajudado o parlamentar a negociar um veículo e era comum no gabinete o senador pedir a localização de Bicalho e o pai de Mônica ligar procurando o parlamentar.

 

PF entra no caso

Aos poucos, o quebra-cabeças do funcionamento do gabinete de Efraim tem sido montado com a apresentação de novos personagens e testemunhas. Por enquanto, a Polícia Legislativa do Senado tem protegido o teor do depoimento da chefe de gabinete de Efraim, Mariângela Cascão Pires e Albuquerque. A funcionária teria se apresentado espontaneamente na última sexta-feira, depois de tomar conhecimento das afirmações de Mônica, que teria responsabilizado a chefe de gabinete pelo acompanhamento do trabalho das supostas fantasmas.

 

Apesar de a Polícia Legislativa tentar usar o prazo de 30 dias para concluir as investigações, a Polícia Federal já entrou no caso. A PF vai abrir inquérito para apurar as irregularidades na contratação de Kelly e Kelriany pelo gabinete de Efraim. As duas abriram contas-correntes para receber os salários, mas a movimentação era feita por outras pessoas. A polícia tenta obter imagens dos caixas eletrônicos onde saques foram feitos. A decisão da Polícia Federal de entrar no caso foi tomada na segunda-feira, depois que a Polícia Civil do Distrito Federal encaminhou documentos sobre a abertura das contas em nomes de Kelly e Kelriany. Por se tratar de instituições bancárias oficiais, a PF vai verificar se houve fraudes contra a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil.

 Blog Lana Caprina

 

 

 

 

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