Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quinta-feira (21) o paraibano Tércio Arnoud Thomaz, ex-assessor especial do ex-presidente Jair Bolsonaro, no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado no Brasil. Tércio é acusado de envolvimento em crimes como abolição violenta do estado democrático de direito, tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, em um suposto plano para subverter a ordem constitucional do país.
O paraibano, natural de Campina Grande, foi apontado como uma figura-chave em ações que teriam buscado criar um ambiente favorável à ruptura institucional. Além de Tércio, outras 36 pessoas foram indiciadas, incluindo nomes influentes do núcleo bolsonarista, como o próprio Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Defesa Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
Tércio Arnoud: de criador de memes a assessor presidencial
Tércio Arnoud ganhou projeção após ser descoberto por Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, em 2013, devido à sua atuação na página “Bolsonaro Opressor” no Facebook. A página usava memes para atacar adversários políticos e promover Jair Bolsonaro, então deputado federal. Formado em Biomedicina e com passagem como recepcionista em hotel, Tércio começou a trabalhar no gabinete de Carlos Bolsonaro no Rio de Janeiro antes de ser levado para Brasília.
Com a vitória de Bolsonaro nas eleições de 2018, Tércio foi nomeado assessor especial da Presidência, com um salário de quase R$ 14 mil. Em 2022, deixou o cargo para ser suplente de senador na chapa de Bruno Roberto (PL), que disputava a vaga pela Paraíba. Após o resultado frustrante nas urnas — Bruno ficou em quinto lugar, com 11,58% dos votos válidos — Tércio voltou ao cargo no governo federal ainda em outubro daquele ano.
Histórico de polêmicas
O nome de Tércio Arnoud já havia surgido em outras investigações. Durante seu período no Palácio do Planalto, ele foi acusado de operar perfis falsos nas redes sociais e disseminar ataques a adversários políticos, o que resultou em uma representação contra ele na Comissão de Ética da Presidência. Agora, o paraibano se encontra no centro das investigações que miram o cerne do bolsonarismo.
A PF sustenta que os indiciados, incluindo Tércio, desempenharam papéis fundamentais na articulação de uma tentativa de golpe, envolvendo tanto ações diretas quanto a criação de narrativas para enfraquecer a democracia brasileira.
PB Agora
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