O deputado federal Ruy Carneiro (PSC) voltou a criticar o caos instalado nos serviços de saúde oferecidos pela Prefeitura de João Pessoa, após a interdição da ala pediátrica da UPA dos Bancários. A intervenção foi determinada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba nesta sexta-feira (15), após a constatação de que durante os próximos dias não há nenhum médico pediatra escalado e que o problema é recorrente.
“Nós não podemos assistir passivamente o desmonte das unidades de saúde e o abandono no atendimento às pessoas gerados pela péssima administração da Prefeitura. Além das dezenas de postos de saúde que estão sem atendimentos nos bairros, agora o CRM precisou interditar a ala pediátrica de um serviço essencial como o da UPA dos Bancários. Isso precisa ser solucionado com urgência, pois a vida dos pacientes está em risco. Também é necessária uma mudança radical no formato de gestão, porque daqui a pouco não teremos mais nenhuma unidade disponível para atender as pessoas”, cobrou Ruy.
De acordo com o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro, enquanto a unidade estiver sem médico, ela vai permanecer interditada.
“Nós tivemos que interditar a ala pediátrica eticamente para o trabalho médico, porque na escala não havia médicos suficientes. Para se ter uma ideia, não tem nenhum médico escalado para hoje à noite, nenhum para o sábado de dia e também para o domingo à noite. Então, como há uma descontinuidade na assistência, considerando que urgência e emergência têm que ter médicos todos os dias, nós não podemos permitir que o serviço continue aberto.”, afirmou o diretor.
A direção do Conselho ainda constatou que na escala apresentada pela UPA, há uma defasagem de 25% dos médicos pediatras, ou seja, nos 120 plantões do mês (quatro pediatras por dia, sendo dois diurnos e dois noturnos), há apenas 90 plantões preenchidos.
“Na verdade, essa já é uma situação crônica, ela não é de agora. Nós já temos discutido isso com a gestão municipal há vários meses. Uma escala de urgência ela precisa está completa e o gestor tem que ter habilidade para contratar ou realocar profissionais de outros serviços para que não haja desassistência. Infelizmente, enquanto estiver dessa forma a gente precisa manter a interdição.”, finalizou Bruno Leandro.
O transtorno é ainda maior porque além da suspenção dos atendimentos, os pacientes que estão em observação pediátrica na unidade precisam ser transferidos para outros locais para não ficarem sem assistência médica.
Secom
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