Prefeito em exercício de Campina Grande e presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública, Ronaldo Cunha Lima Filho disse, na manhã desta terça-feira, 26, estranhar e lamentar críticas do empresário Artur Almeida, Bolinha, à reunião realizada pelo órgão nesta segunda-feira.
– Estranhíssima essa postura de quem entra calado e sai mudo de uma reunião para, depois, ao site Paraiba Online, tecer críticas com claras motivações políticas – rebateu Ronaldo Filho, que faz uma revelação impactante: por telefone, na tarde de ontem, Bolinha não externou a ele qualquer censura ao Conselho, limitando-se a fazer sugestões pontuais sobre a dinâmica da reunião.
Ronaldo Filho, disse que prefere não acreditar que o atual presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) tenha tomado essa iniciativa apenas como forma de tentar se credenciar partidariamente para uma possível disputa pela Prefeitura de Campina Grande, em 2016.
Para o prefeito em exercício, lamentável também imaginar, como alguns até sugerem, que o empresário estaria tentando mostrar serviço ao governador do Estado, que nomeou a irmã dele para um cargo na Junta Comercial. “Para quem sempre criticou os que usam de influência política para acomodar parentes no serviço público, no mínimo incoerente”, alfineta Ronaldo.
Um outro ponto que Ronaldo Filho considera “surpreendentemente desconexo” nas críticas do empresário do PSB é a proposta para que a Guarda Municipal de Campina Grande assuma o papel de força policial ostensiva.
– É, na melhor das hipóteses, deprimente se observar esse nível de degradação pessoal por parte de quem faz tudo para agradar o “chefe político”, chegando a ponto de propor uma aberração constitucional desse quilate. Na verdade, é uma tentativa pífia de, assim como faz o governador, tentar transferir a responsabilidade imposta pela Carta Magna ao Estado – reagiu o prefeito em exercício.
Redação com assessoria








