O ex-governador da Paraíba Roberto Paulino (MDB) garantiu que vai permanecer nos quadros do MDB, mesmo contrariando o atual alinhamento político da legenda no estado. A declaração foi dada nesta sexta-feira (9), durante entrevista à Rádio Correio 98 FM, quando o emedebista voltou a demonstrar insatisfação com a condução partidária.
Segundo Paulino, não há diálogo frequente com o atual presidente estadual do MDB, o senador Veneziano Vital do Rêgo. “Não tem elo, não tem contato. Ele raramente fala comigo, só nos eventos sociais. Mas eu sou MDB há mais de 50 anos, mais do que muitos que estão aí”, afirmou.
O ex-governador relembrou episódios do passado para reforçar sua ligação histórica com a legenda e disse que sempre atuou para fortalecer o partido. “Inclusive, eu sempre quis, no passado, quando Maranhão estava conosco, fortalecer o MDB. Quando quiseram expulsar Maranhão, eu não deixei”, declarou.
Em tom duro, Roberto Paulino afirmou que não pretende sair da sigla, mesmo diante de eventuais tentativas de afastamento. “Eu acho que, se me expulsar, eu não saio, porque o MDB pertence mais a mim do que a outros que estão aí”, disse.
O ex-governador também avaliou o atual cenário político nacional e estadual, destacando que, hoje, o peso maior dentro dos partidos está concentrado em quem exerce mandato federal.
“O momento agora é outro e, em Brasília, o que prevalece é quem tem mandato federal, senador ou deputado. Isso é o que prevalece. Eu vou me manter como estou, apoiando João Azevêdo, sempre comedido, não vou baixar o nível. Eu lamento porque quiseram me expulsar do MDB, mas eu não deixei. Eu não saí do MDB”, concluiu.
Na oportunidade, o ex-chefe do executivo estadual reforçou seu apoio à base governista, que defende a pré-candidatura do vice-governador, Lucas Ribeiro (PP), ao Governo do Estado. Já o MDB, liderado pelo senador Veneziano, está fortalecendo a pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, novo filiado da legenda, ao Palácio da Redenção.
PB Agora








