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Roberto Freire coloca ‘freio’ na intervenção do PPS na PB

Roberto Freire coloca ‘freio’ na intervenção do PPS na PB e frustra ascensão de Nonato

Mesmo com o parecer da comissão eleitoral nacional do PPS que efetivava um intervenção na legenda na Paraíba em mãos, o vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, teve abortada, pelo menos momentaneamente, a ascensão na presidência do PPS no Estado, nesta quinta-feira (05), durante encontro da executiva nacional no estado do Espírito Santo.

Segundo o presidente do PPS em João Pessoa, Fábio Carneiro, o presidente nacional Roberto Freire não permitiu que a intervenção na Paraíba se concretizasse sem as presenças tanto dos principais envolvidos no caso, como também dos deputados federais do partido.

Ainda conforme Carneiro, em sua justificativa, Freire explicou que era um democrata e que, portanto, iria adiar a decisão sobre a intervenção e a mudança de comando do PPS paraibano e agendar, para a próxima terça-feira (10), uma nova reunião para debater a pauta da Paraíba.

A decisão de Freire foi comemorada não apenas pelo presidente do PPS da Capital, Fábio Carneiro, mas também pelo vice prefeito de Areia, André Perazzo (PPS), e pelos prefeitos de Bananeiras, Douglas Lucena e de Solânea, Beto Brasil, ambos também filiados ao PPS e contrários a iminência de Nonato Bandeira no comando da legenda no Estado.

“Estamos comemorando essa decisão do presidente nacional em ter sido democrático e ter adiado essa decisão, já que na Paraíba não havia e nem há motivos que justifiquem uma intervenção, visto que Gilma Germano foi eleita democraticamente para comandar o partido”.

Para a reunião da próxima terça-feira (10), é aguardada ainda as presenças da presidente Gilma Germano, do suplente Monacy Marques e demais interessados em solucionar o impasse interno no PPS.

Até agora o vice prefeito de João Pessoa não emitiu nenhum pronunciamento público sobre o freio imposto pelo presidente nacional Roberto Freire no que diz respeito a polêmica intervenção na legenda da Paraíba.

Agora é aguardar as cenas do próximo capítulo.

 

No início do mês de Agosto, a deputada Gilma Germano, que comanda a sigla na Paraíba emitiu uma nota pública que detalhava o impasse no partido e condenava a ascensão de Nonato Bandeira à presidência da legenda

 

Eis a nota na íntegra:

 

"A Nonato Bandeira, companheiro de partido.

 

Tendo conhecimento de suas declarações incabíveis, as últimas feitas nessa segunda (12/08), resolvi, como mulher, política e presidente da Executiva Estadual do Partido Popular Socialista (PPS), manifestar de público o meu repúdio por tais atos, ao tempo que objetivo explicar os fundamentos de suas atitudes.

Primeiro, rememoro que seus ataques começaram a ser feitos desde que Buba Germano, com todo direito que lhe cabe como político e cidadão, manifestou o desejo de se filiar ao PPS. Isso lhe teria soado aos ouvidos como ameaçador, Nonato? É o que parece, considerando que, após esse momento, encontramos artilharias deselegantes enviadas por você, como esta:

“Não aceito que uma pessoa, que nem filiada ao PPS é, ainda é do PSDB, fale em nome do partido só porque é marido da presidente”. Quem lhe outorga o direito de afirmar isto, Nonato? Buba não fala em nome do partido, porque não é de seu quadro ainda, a despeito de ter sido honradamente convidado por inúmeros membros do PPS e do próprio Presidente Nacional do Partido, o deputado federal Roberto Freire. E, por não ser de seu quadro e ter ética suficiente para respeitar as esferas políticas partidárias, ele nunca se posicionou em nome do partido. E, sim, em nome da Democracia.

E por falar em Democracia, quero, como mulher e militante política, dizer que você foi desrespeitoso comigo quando disse que o presidente da FAMUP fala porque é marido da presidente! Não, do meu modo, caminho pelas conquistas que nós, mulheres, temos construído e construiremos, e não abriria mão de minha voz. Ele fala, porque é um líder que tem o que dizer e BEM dizer.

Há uma história política de coerência que Buba Germano e eu preservamos, e que talvez seja sua ferida, companheiro Nonato! Você, diferentemente de nós, desfez aliança valiosa. E hoje não deseja que o PPS continue na base política do Governo Estadual, honrando a boa e sólida aliança que temos com o PSB, desde a gestão de Ricardo Coutinho na PMJP, passando agora pelo Governo Estadual! Seu desejo é improcedente, Nonato, afinal, foi você um dos fervorosos articuladores do apoio do PPS ao PSB, não foi?

Depois rompe, em um acesso de raiva por interesses pessoais contrariados, alia-se ao PT, partido com o qual historicamente nos opomos em nível nacional, e agora teme que nossos membros permaneçam na base governista e, por temer, age com este desrespeito a Buba Germano e a mim.

O que representa para você a vinda de Buba para o PPS? A defesa da manutenção dessa aliança PPS-PSB em nível estadual? E se isso é bom para a Paraíba e bom para o partido, que hoje mantém um bom espaço dentro desse governo, qual o problema, companheiro Nonato?

Estamos caminhando para mais um congresso que definirá a composição da Executiva Estadual, sem dúvida, é mais uma oportunidade para que o partido ouça suas vozes, seus membros e filiados e decida com quem caminhar.

A sua voz, Nonato, já está por aí, na mídia, em alvoroço, com o objetivo de fazer do PPS, incoerentemente, uma sublegenda do PT. Sem levar em consideração que esses são partidos que, em nível nacional, estão na iminência de uma grande disputa eleitoral em 2014. Disputa essa pela qual a Executiva estadual já se posicionou: seguirá a indicação da Nacional na construção de um nome, que, seguramente, não será do PT.

Afinal de contas, preocupado com sua artilharia verbal, disposto a atacar o outro, teria você tempo para tomar sábias decisões? A hora chega, e a sua decisão? PPS, PEN, PT ou na REDE?

Um abraço partidário!

 

Márcia Dias

PB Agora

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