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Roberto Cavalcanti diz que saída de Meirelles do BC adia regulamentação dos cartões

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O senador Roberto Cavalcanti (PRB) lamentou hoje, no plenário do Senado Federal, que a saída de Henrique Meirelles do Banco Central ocorra sem a regulamentação dos cartões de crédito – processo que foi sinalizado pelo presidente do BC, especialmente ao longo deste ano.

“Esperávamos que, nos oito anos em que esteve na Presidência do Banco Central, Henrique Meirelles envidasse seus melhores esforços para equacionar o problema”, criticou Cavalcanti, que complementou:

“Sua anunciada saída do cargo parece indicar que não teremos solução no curto prazo para um triste quadro, que merece grande atenção do Governo Federal”.

O parlamentar informou que o segmento dos cartões, operando à revelia das regras do sistema monetário nacional, impõe aos consumidores brasileiros “drama pessoal e familiar escondido na impessoalidade das estatísticas e dos valores”.

O senador também alertou para o crescimento dos problemas no setor, na mesma proporção em que os cartões se incorporam a vida financeira dos consumidores brasileiros.

Citando dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o parlamentar informa que os cartões representam 25% do consumo das famílias.

“Entre os anos de 2000 e 2010, o número de transações passou de 0,9 bilhão para 7,1 bilhões, o que significa, em valor transacionado, um salto de R$ 59 bilhões para nada menos que R$ 535 bilhões”, ilustrou Cavalcanti, acrescentando que esses valores representam o crescimento anual médio de 20%, ao longo de todo o período.

“Em 2010 o número de cartões em uso no País já atinge as 587 milhões de unidades, e o número de transações chegou a 534 milhões, o que redunda no faturamento de R$ 40,1 bilhões”, completou, insistindo que o governo precisa enfrentar o problema.

“A proximidade do natal aumenta nossas preocupações acerca do destino de milhões de famílias que, por conta das facilidades no acesso a crédito pela via dos cartões, haverão de sofrer penúrias e privações para arcar com pagamento dívidas a juros que, por vezes, tangenciam a indecente proporção de 320% ao ano”, finalizou.

Assessoria

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