Pelos números que me foram apresentados pelo prefeito municipal de João Pessoa, Ricardo Coutinho (do PSB), nesta quarta-feira, cheguei à conclusão de que ele realmente está certo. Matematicamente correto, para ser mais exato.
Ele anda no bolso com um pedaço de papel dobrado, onde estão anotadas em tinta de caneta esferográfica as estranhas e surpreendentes coligações partidárias registradas nas eleições passadas, em 114 cidades, dentre os 223 municípios paraibanos.
Prestem bem atenção na relação abaixo:
DEM + PCdoB = juntos em 16 municípios
PT + PSDB = coligados em 27 cidades
PT + DEM = unificados em 25 chapas
PMDB + PSDB = juntos em 20 locais
DEM + PMDB = unidos em 12 alianças
PSDB + PSB = coligados em 14 municípios
Pensando bem, por que Ricardo não pode também tentar reunir uma sopa de letrinhas parecida com a coligação “Por Amor a João Pessoa”, em 2004 (PP/ PDT/ PTB/ PTN/ PL/ PFL/ PRTB/ PTC/ PV/ PRP/ PSDB/ PRONA/ PT do B/ PSL) ou a frente partidária “Paraíba Unida”, em 1998 (PPB/ PDT/ PTB/ PMDB/ PSL/ PST/ PSC/ PL/ PFL/ PSDB)?
Alhos com bugalhos
Três exemplos bem claros estão sendo dados hoje pelos prefeitos e vices nas cidades de Sapé (João da Utilar-DEM e Melcíades Brito-PCdoB), Pombal (Polyana Feitosa-PT e Dr. Geraldinho-PSDB) e Nova Olinda (Maria do Carmo-PSDB e Idácio Souto-PMDB).
Partindo desse pressuposto, bem que Ricardo pode querer unir à sua legenda socialista, novos aliados democratas, tucanos, trabalhistas, filiados ao PRB – mais recentemente – e outras agremiações como PP e PPS, por exemplo? Se os outros podem, esta regra vale para ele também.
Colégio de líderes
Ontem logo cedo, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Arthur Cunha Lima (PSDB) reuniu-se em seu gabinete com os líderes das bancadas de governo e oposição na “Casa de Epitácio Pessoa”.
O objetivo era discutir aspectos ligados ao orçamento da AL para o próximo ano, bem como detalhar alguns números relativos ao Orçamento Geral do Estado, também em pauta na sessão extraordinária marcada para esta sexta-feira à tarde, em plenário.
Telefonema controverso
Outro assunto acabou roubando parte da conversa: um suposto telefonema que teria sido dado entre o ex-governador Cássio Cunha Lima e o atual senador Cícero Lucena (ambos do PSDB), em tom áspero, com certo grau de acidez nas palavras reveladoras de mágoas antigas e cobranças mútuas acumuladas, de parte a parte.
Diante das inúmeras perguntas dos seus colegas parlamentares, Arthur fez questão de enfatizar que tal fato nunca existiu, nem muito menos nesse grau de exacerbação conforme é relatado por vários interlocutores.
Sem discussão
Arthur me disse que ele garante: “Cícero e Cássio nunca discutiram entre si, pois eles sempre se trataram e continuam se tratando de forma cavalheiresca, como políticos profissionais, muito éticos e com respeito mútuo”. Em Arthur eu acredito sem pestanejar.
Nova rede
Os jornalistas Adelton Alves e Edmilson Pereira estão ultimando os preparativos para estrear uma nova rede de emissoras de rádio, com abrangência estadual. Eles vão apresentar um programa diário, do meio-dia às duas da tarde, a partir da cabeça de rede instalada nos estúdios da 100,5 FM, em Santa Rita.
Alcance estadual
De lá, eles pretendem alcançar as cidades de Areia, Princesa Isabel, Soledade e Catolé do Rocha, sempre através de rádios AM. Aos sábados, a dupla sempre escolherá uma dessas cidades para gerar o programa de entrevistas políticas, ao vivo.
A 100,5 pertence ao ex-prefeito de Santa Rita, Severino Maroja, que tem como sócio o deputado federal Damião Feliciano (PDT) e arrendatário o comunicador Tony Show. A estréia ainda não tem data marcada.







