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Ricardo Coutinho retira cassistas do governo

Quando o então governador Cássio Cunha Lima (PSDB) assumiu o seu primeiro mandato, em janeiro de 2003, levou consigo de Campina Grande para João Pessoa boa parte dos auxiliares de governo que durante anos o ajudaram à frente da Prefeitura da cidade. Pessoas de sua extrema confiança, operosos e dedicados servidores.

Então aliado da então vice-prefeita Cozete Barbosa (PT), Cássio levou para auxiliá-lo no Estado companheiros que, ao longo dos anos, ganharam não só a estabilidade proporcionada por uma nomeação feita ainda na gestão de Ronaldo Cunha Lima, antes da Constituição de 1988, mas, sobretudo, a experiência de quem ajudou a comandar uma cidade durante longos 22 anos de gestão de um agrupamento político.

Cássio foi reeleito governador e esse pessoal permaneceu no Estado. Quando Cássio perdeu o mandato por conta da cassação no TRE-PB, depois confirmada no TSE, assumia o então senador José Maranhão, aliado do prefeito Veneziano Vital do Rego. Poderia Maranhão devolver os servidores que pertencem à Prefeitura de Campina, à disposição do Estado? Sim, mas não o fez.

Não o fez para não ser acusado, por Campina, de ser perseguidor, de quem, ao assumir o governo, desconheceu o valor destes campinenses em uma canetada só, coisa e tal. Passou o tempo e, eis que no início de 2011, com novo governador, aliado de Cássio e gerador de uma grande expectativa de crescimento junto ao poder por parte dos cassistas, vem a decisão:

Através de Decreto, o governador eleito Ricardo Coutinho decide devolver à Prefeitura os servidores que são, originalmente, da administração municipal campinense, mas que estavam à disposição do Estado. Um ato que, na sua essência, tem um significado um tanto especial, pois se trata de um grupo essencialmente cassista, que de uma hora para a outra pensava ser melhor tratado no governo Ricardo que no governo Maranhão – até mesmo com a concessão de gratificações eventualmente perdidas – mas que terá de voltar a atuar na administração de Veneziano.

Um dos exemplos, que ilustra bem a essência deste grupo que retorna a Campina Grande, é o atual presidente do PSDB campinense, Engenheiro José Marques Filho, cassista de carteirinha, como é dito no Calçadão da Cardoso Vieira, no Centro de Campina, e que muito ajudou Cássio em sua gestão como governador. Poderia, agora também, dar uma boa contribuição a Ricardo, não?

Confesso que nem queria voltar a este tema, mas todas as ações de início de governo não demonstram outra coisa, se não um desmerecimento ao ex-governador Cássio e a seu grupo político: começando pela definição do secretariado de primeiro escalão, passando pelos escalões inferiores, com a indicação do único Cunha Lima para o governo na vice-presidência da Junta Comercial (cargo de terceiro escalão – estou mentindo?) – e, agora, chegando aos escalões mais inferiores: a classe onde se encontram motoristas, agentes administrativos, auxiliares dos mais diversos, etc, etc, etc.

Isso quer dizer que não apenas os cassistas de ‘proa’ interessam à nova administração estadual, mas também os cassistas de outros escalões, por mais inferiores que sejam? O que cada um destes que estão sendo devolvidos a Campina Grande está pensando neste momento? Gente que há oito, dez anos vive em João Pessoa, constituiu família, etc, etc, etc? Ano Novo, vida nova, governador novo, mas de expectativas novas frustradas, pois João Pessoa não será mais a sua praia.

Não gosto do jargão, mas é inevitável o seu uso. “Uma pergunta que não quer calar e que circula no Calçadão, ou no cafezinho na Praça da Bandeira: Até onde vão a determinação do ‘Mago’ e a paciência do ‘Menino’”?

Reportando…

A juventude de Campina Grande se sentiu prestigiada por ver um campinense – Fábio Maia – comandando a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, no governo Ricardo Coutinho. Era de se esperar: Fábio, além de companheiro do PSB, foi um dos que mais contribuíram para a vitória de Ricardo em Campina. Uniu os critérios técnico e político. Merece.

Campina Grande apresentou o melhor Natal dos últimos 20 anos, em termos de venda no comércio, nas palavras do presidente da CDL, Tito Mota; e do presidente da Associação Comercial e Empresarial da cidade, Luis Alberto Leite. Ambos, recentemente, foram reconduzidos ao cargo, com merecimento. São entidades que perderam as cores partidárias e ganharam brilho próprio. Quem ganha é a cidade…

Quem comemorou mais a indicação do ex-prefeito de Pocinhos, Adriano Galdino, para a Secretaria e Interiorização do Governo do Estado, em Campina Grande, foi Zé Gotinha. Sabe que, pelo menos ele, não ficará desassistido.

Causou comentários positivos a postura da ex-titular da Interiorização, Ana Cláudia Nóbrega de, pessoalmente, ter passado as chaves da secretaria para o sucessor, Adriano Galdino, mesmo ambos pertencendo a lados políticos opostos.

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