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Ricardo: a escolha do vice e os estilhaços pra todo lado

O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB) tem um pepino nas mãos: a escolha de seu candidato a vice-governador. Não sei se ele prometeu a vaga para todos os pretendentes que, hoje, assumem a intenção de ser ou indicar o companheiro de chapa do prefeito pessoense, mas que o problema foi criado, foi, porque cada um que apresente suas credenciais e exija a vaga.

Ricardo poderá optar por Armando Abílio ou Carlos Dunga, pois o PTB foi o primeiro partido, dentre os aliados, a hipotecar apoio à sua candidatura ao Governo do Estado. Nada mais justo, não? Afinal, o PTB é um partido de representatividade na Paraíba e aliado de Cássio, o ‘guru político’ (já posso chamá-lo assim?) de Ricardo Coutinho.

Ou, então, poderia optar por Daniela Ribeiro do PP. Estaria colocando Campina Grande na chapa, o que não deixa de ser elegante para quem pretende angariar votos na Rainha da Borborema. Para os campinenses, a não participação de Campina na chapa poderia não soar bem…

Também poderia optar por Ney Suassuna, também do PP e de Campina Grande, o que daria as mesmas credenciais de Daniela – excetuando-se aí, claro, a estrutura financeira para a campanha. Foi Ney quem disse a todo mundo que o prefeito pessoense foi o único, no passado, a não pregar a sua saída da disputa pelo Senado em 2006 – embora exista quem afirme ter escutado do prefeito pessoense, numa reunião, as frases “Não ganha nem para um poste” e “É a campanha do ladrão contra o ladrão”…

Mas também pode optar por Efrain ou outro companheiro do DEM. Afinal, o DEM é um grande partido – mesmo que, ideologicamente, não seja bem visto por membros do chamado ‘Coletivo Ricardo Coutinho’. Mas como o próprio prefeito da capital afirma, apoio é apoio. Tudo em nome ‘da união pela Paraíba’. E, se o marketeiro Dércio Alcântara tiver razão no que publicou em seu Blog (www.dercio.com.br), Efrain vai ‘peitar’ o mago pela vaga, a não ser que Cássio esteja realmente inelegível realidade com a qual, segundo Dércio, Efrain sonha todo dia.

Poderia, também, aceitar a imposição – desculpem, indicação – de Cássio Cunha Lima, que é Ivandro Cunha Lima. Esse, um nome de Campina Grande que tem o respeito até dos adversários políticos, representante do clã que governou a cidade por mais de duas décadas – embora tenha perdido as duas últimas disputas para a prefeitura local.

Analisando friamente, talvez a escolha de Ivandro seja a melhor. Porém, é a que vai provocar mais insatisfação, porque todos os outros estarão de fora. Onde ficariam PTB, PP e DEM nesta história? Se uma vaga ao Senado já é de Cássio (a se confirmar a não desistência de Cícero de concorrer ao Governo do Estado o conseqüente apoio de Cássio a Ricardo), sobraria a outra vaga de Senador na chapa sendo disputada a tapa.

Com este cenário, teríamos três partidos no ‘moído’. De cara, viria uma briga grande entre Ney e Efrain, com o PTB sobrando na curva. Além do mais, quem garante que se Ney for o candidato, Enivaldo, Agnaldo e Daniela ficariam satisfeitos? E se for Efrain, morrerão todos os petebistas e pepistas abraçados?

Pois bem. Ricardo terá muito trabalho para não deixar que os estilhaços dessa disputa voem longe. Porque que eles existirão, disso ninguém tem dúvidas…


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