Parece que, finalmente, o Governo do Estado e a Prefeitura de João Pessoa chegaram a bom termo quanto ao imbróglio em torno do réveillon, uma polêmica absurda, pequenez típica da política gato e rato na Paraíba. Há anos ocorre algo semelhante em Campina Grande, onde o suplente de vereador (em exercício) João Dantas (PTN), ligado ao grupo do ex-governador Cássio Cunha Lima, acusa o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) de impedir a instalação do Sítio São João e do Presépio Vivo do Natal no Parque do Povo. Da mesma forma, aliás, Veneziano acusou Cássio, quando governador, de não colaborar com a realização do Maior São João do Mundo.
Pois bem. Em meio à pendenga, ora aparentemente resolvida entre o governador José Maranhão e o prefeito Ricardo Coutinho, a vereadora campinense Daniella Ribeiro (PP) questionou: Por que o Estado, ao invés de entrar em queda de braço com a prefeitura da Capital para fazer mais uma festa onde festa já há, não promove um réveillon em Campina Grande, no Parque do Povo? O evento, segundo Daniella, mais que servir como opção para a virada do ano dos campinenses, atrairia gente da recentemente sancionada Região Metropolitana de Campina Grande – e até de mais longe, com certeza.
É uma boa questão. O problema – atentem bem: problema – é que, em Campina Grande, não haveria polêmica, já que Zé e Vené são aliados. Não existiria, portanto, o “fato político” a ser explorado agora e no futuro breve, no guia eleitoral que chegará às nossas casas. Voltamos, pois, à premissa da política gato e rato, coisa que, registre-se, não é prática de hoje. Política pequena, voltada ao umbigo, criadora sistemática de fatos políticos – ou factóides, como queiram –, supostos perseguidores e perseguidos, supostos traidores e traídos.
O episódio do réveillon na Capital não é o primeiro e nem o último desta série (entenda-se desta pré-campanha). Há, também, o viaduto que Maranhão quer fazer sobre a Epitácio Pessoa, garantindo que vai melhorar o tráfego, e Coutinho promete não autorizar, porque não serviria para nada. Vamos adaptar a sugestão de Daniella: Por que não investir os cerca de R$ 8 milhões previstos para a obra em alguma ação estruturante em Campina Grande? Quem sabe para solucionar o problema do lixão. Talvez a recuperação e urbanização do Açude de Bodocongó. Veneziano, com certeza, permitiria e agradeceria.
Félix Araújo, um registro necessário
Hoje é uma data para ser lembrada em Campina Grande. Precisa ser lembrada. E não deveria ser lembrada apenas em Campina Grande, mas em toda a Paraíba. O dia 22 de dezembro marca a data de nascimento de Félix de Souza Araújo, patrono da Câmara de Vereadores da cidade Rainha da Borborema, terra da qual foi um dos mais ilustres filhos, embora por adoção mútua, já que nasceu em Cabaceiras, no ano de 1922 – “Ninguém é campinense apenas por nascimento, mas por vocação e afeto”, já declara o parecer jurídico-literário de Agnello Amorim.
Félix Araújo viveu apenas trinta anos, tombando no exercício de seu dever, covardemente baleado quando era vereador, em julho de 1953, e auditava as contas do Município. Viveu pouco, mas a dimensão de uma vida não se contabiliza em anos, e sim nos frutos que produz. Nesse aspecto, viveu muito, porque deixou o legado de um ideal, uma política republicana, praticada com dignidade e em nome do bem comum. Deixou, ainda, vasta e pujante obra literária, há muito pedindo reedição. Morreu há 56 anos, mas permanece vivo nesta terra de bravos que tanto amou.
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