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Resultado do primeiro turno muda cenário político da PB; professor de Ciência Política faz análise

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O resultado do primeiro turno das eleições mudou o cenário político da Paraíba. Até o dia 3 de outubro, todas as pesquisas de intenção de voto apontavam a vitória em primeiro turno do candidato e governador do estado, José Maranhão (PMDB). Mas, o resultado nas urnas levou Maranhão para o segundo turno numa disputa com o candidato do PSB, Ricardo Coutinho, com uma diferença de 9 mil votos.

De acordo com o professor de Ciência Política da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Ítalo Fittipaldi, o que tirou a reeleição do governador José Maranhão, no primeiro turno, foi o percentual de abstenção, que chegou a 18,48%. “Isso afetou de certa maneira a possível eleição de Maranhão no primeiro turno. Pode ser que aconteça de novo. Agora, Ricardo é tido como o favorito.”

Esta é a segunda vez que José Maranhão assume o governo do estado. A primeira foi em 1995, após a morte do governador Antônio Mariz, do qual era vice. Em 2009, Maranhão disputou o pleito e ficou em segundo lugar. Ele voltou ao governo com a cassação de Cássio Cunha Lima pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder econômico e político.

O candidato do PSB, Ricardo Coutinho, começou a carreira política no PT, mas por problemas internos acabou se filiando ao PSB. Foi vereador de João Pessoa e prefeito da capital paraibana por dois mandatos, sendo eleito pela primeira vez em 2004 e reeleito em 2008. Renunciou à prefeitura de João Pessoa em março para concorrer ao governo do estado.

Para Fittipaldi, a política paraibana é diferente de outros estados porque se caracteriza pelo personalismo, ou seja, as figuras políticas têm mais força que os partidos. “Na Paraíba, partido é só sopa de letrinhas. As coligações partidárias se movem a mercê do interesse dessas personalidades políticas. Por isso, a política paraibana não tem muito a ver com o partido em si.”

De acordo com o professor, no cenário político paraibano há duas figuras políticas fortes: a família Cunha Lima, que tem reduto eleitoral no interior, principalmente em Campina Grande, segunda maior cidade do estado; e José Maranhão, que está no governo e tem o apoio dos médios e pequenos municípios. “A família Cunha Lima não tinha herdeiro político e fechou acordo com Ricardo Coutinho. Isso fez com que as alianças partidárias derrubassem por completo as alianças nacionais”.

Nestas eleições, o vice da chapa de José Maranhão, Rodrigo Soares, é petista. O vice de Coutinho, Rômulo Gouveia, é do PSDB. O interessante, segundo o professor, é que as duas coligações apoiam a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu na propaganda eleitoral de José Maranhão. O que se repetiu no segundo turno.

A vitória de Ricardo Coutinho no primeiro turno fez com que muitos prefeitos mudassem de lado, de acordo com Ítalo Fittipaldi. “Isso muda o ambiente da campanha e ganha musculatura para arregimentar novos prefeitos. Boa parte dos conselheiros do TCU é vinculada ao grupo Cunha Lima. Isso pode ter sido um convencimento adicional para a migração.”

Na reta final da campanha, nomes de destaque na política como a senadora Marina Silva (PV-AC), a deputada estadual Iraí Lucena (PMDB-PB) e os deputados federais Luiza Erundina (PSB-SP) e Gabriel Chalita (PSB-SP) declararam apoio a Ricardo Coutinho. O governador José Maranhão é apoiado por pelo senador tucano Cícero Lucena, pelos senadores eleitos pelo PMDB, Vitalzinho e Wilson Santiago e pelo deputado estadual Fabiano Lucena (PSDB-PB).

 

Correio Braziliense

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