DISPUTA INTERNA: resultado de eleição do PPS pode interferir nas futuras alianças e partido deve apoiar candidatos da oposição

O resultado das eleições internas do Partido Popular Socialista (PPS), desfavorável a deputada Gilma Germano, pode mudar o rumo do partido em 2014. A legenda que teoricamente, iria apoiar à reeleição do governador Ricardo Coutinho, poderá não fazer coligação com o PSB, e preferir integrar o arco de aliança dos partidos que fazem oposição ao Palácio da Redenção.

Isso porque, o socialista, Laerte de Mello, que foi reeleito  presidente do partido em Campina Grande, tem afinidades com o PMDB e deve apoiar a candidatura a governo do ex-prefeito da cidade Veneziano Vital do Rêgo. O único vereador do partido da cidade, o governista Miguel Rodrigues (PPS) ligado ao grupo Cunha Lima, ficou de fora da composição da nova diretoria.

Laerte de Mello, foi reeleito durante Congresso presidente em Chapa única para comandar o partido no próximo biênio. O primeiro vice-presidente escolhido foi Manuel Vieira e a a segunda vice é Francileide Lambreia. Campina terá direito a sete delegados ao Congresso Estadual.
Melo representa a ala adversaria a da deputada estadual Gilma Germano que faz oposição a sua corrente política na sigla. Quem ficou fora da chapa do PPS e terá que militar tão somente como filiado é o vereador governista Miguel Rodrigues (PPS) que teria denunciado perseguição.

Em 2012 a ala de Laerte Melo apoiou a candidato à prefeitura do PMDB na cidade. Melo, destacou que como o vereador representava uma chapa da ala de Gilma e essa o teria o perseguido, o parlamentar campinense não poderia estar em duas chapas.
O presidente do diretório revelou ainda que convidou Miguel para assumir a presidência do conselho de ética do partido, mas o mesmo recusou. Ele rebateu também que o partido não esteja abrindo espaço para os filiados. “Sempre estamos abrindo espaços na sigla, tanto que ampliamos de 15 para 17 os integrantes do conselho municipal como de 5 para 7 os integrantes da comissão executiva”, finalizou. A reunião para eleição do novo diretório ocorreu na ACI.

O vereador Miguel Rodrigues afirmou que o Partido Popular Socialista o convidou para ser presidente da Comissão de Ética do partido.“Houve muito tempo para me fazerem esse convite, mas não o fizeram. Sinto-me marginalizado nesse momento dentro do PPS. Meu espaço aqui é zero”, reforçou.

Em João Pessoa, o quadro não é diferente. O resultado em João Pessoa também foi desfavorável a deputada Gilma GermanoO vereador Bruno Farias, eleito para comandar a legenda no município pelos próximos dois anos, é ligado politicamente ao prefeito Luciano Cartaxo, e, certamente, deve conduzir o partido para onde o PT for.
A ala do Partido Popular Socialista (PPS) que faz oposição a deputada Gilma Germano venceu as eleições em Campina Grande e João Pessoa, e agora controla o partido nos dois maiores colégios eleitorais da Paraíba. Gilma Germano, assim como o ex-prefeito de Picui Buba Germano, são aliados do senador Cássio e ajudaram na eleição do governador Ricardo Coutinho.

Na capital, o juiz da 2ª Vara Cível da Capital, Inácio Jario Queiroz de Albuquerque, resolveu reconsiderar decisāo anterior que concedia liminar ao grupo liderado pela deputada Gilma Germano, suspendendo a eleiçāo do PPS. Com a nova decisāo, os filiados que participaram do Congresso elegeram por aclamação a Chapa 1, encabeçada pelo vereador Bruno Farias, para comandar a legenda no município pelos próximos dois anos.

O vereador Bruno Farias disse que, a partir de agora o PPS de Joāo Pessoa viverá um novo tempo, voltado aos filiados, com participaçāo democrática e altivez política. "A justiça foi feita e os que temiam o voto direto dos membros do PPS foram mais uma vez derrotados. Esse pessoal, subserviente ao Palácio da Redençāo, ficou para traz. O PPS mudou e a partir de hoje viverá novos tempos", afirmou.

No mesmo evento também foram eleitos os 29 delegados apresentados pela chapa de Bruno Farias, que terāo direito a voto no próximo dia 8 de novembro, data em que o PPS realiza o seu Congresso Estadual, onde será escolhida a nova direçāo da legenda no Estado.

PBAgora
 

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