PARENTES NA FOLHA: secretário de Cartaxo admite que adotou critério familiar para cargo na Seinfra da PMJP
“Favor familiar”. Esse foi o termo usado pelo secretário de Infraestrutura da Prefeitura Municipal de João Pessoa, Cássio Andrade, para justificar a contratação de uma cunhada, irmã de sua esposa, para ocupar o cargo de ouvidora da pasta que ele comanda na administração municipal.
Apesar de um dos princípios explícitos da administração pública ser o da impessoalidade, ele não escondeu, durante entrevista, na tarde desta quinta-feira (08), ao programa Rádio Verdade, da Arapuan FM, que os critérios para a escolha do titular do cargo foram também pessoais.
“Porque eu a chamei. Quando eu assumi a secretaria de Infraestrutura não possuía uma ouvidoria. Isso era ruim porque as demandas chegavam e não tinha uma organização correta, não tinha um tempo de resposta hábil. Então foi um favor pessoal que ela (a cunhada) me fez. Eu queria botar a Ouvidoria para funcionar na Seinfra e ela, na época estava em João Pessoa, estava terminando os estudos. Ela tem experiência em ouvidoria 0800, trabalhou no Ceará, no setor de ouvidoria e ajudou montar lá o 0800. Ela veio fazer um favor a mim. Era um favor familiar que ela estava me fazendo, ela estava fazendo em consideração, e montou a ouvidoria, não é uma pessoa que caiu do nada porque simplesmente era irmã da minha esposa. Ela tem currículo”, argumentou.
Segundo Cássio, à época em que a cunhada foi nomeada, ela entrou recebendo um salário de R$ 1500,00. Cássio Andrade lembrou ainda cunhada deixou o cargo em dezembro do ano passado.
Já o marido da cunhada, o concunhado de Cássio, também nomeado para atuar na Seinfra, ele explica que ele foi nomeado nos quadros da administração municipal também a convite dele.
“Ele trabalhou na Compec em obras, saiu por um período, depois retornou para trabalhar na Compec em 2013, ficando até agosto de 2016. Ele é administrador de obras civis, trabalhava na parte administrativa da empresa. Só que ele tem um conhecimento técnico bastante apurado e para aprimorar os processos na Seinfra, para ter uma pessoa de minha confiança, assessorando a diretoria de obras, os fiscais, e nos processos. Eu disse Marcos (concunhado), um dos grandes problemas que tenho é o contado da Seinfra com outros órgãos, e ele disse que tinha como ajudar, e eu disse, então venha trabalhar comigo. Ele não é afetado pela lei de nepotismo e vem dando uma contribuição grande”, explicou.
PB Agora
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