Por pbagora.com.br

A nomeação, anunciada nesta quinta-feira (10), da professora Célia Regina, mais votada na lista tríplice, para comandar a Reitoria da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) pelos próximos quatro anos marca a característica de homem democrático adotada pelo governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania). A análise é do atual reitor Rangel Júnior, e também da nova reitora Célia Regina, que destacaram a certeza de que a vontade acadêmica seria respeitada pelo chefe do executivo.

Rangel disse que entrega o comando da instituição um pouco melhor do que encontrou. Segundo ele, apesar de ter menos recursos, e mais dificuldade, a gestão hoje se apresenta com equilíbrio interno e uma boa relação com o conjunto de instituições a nível país e com a própria administração estadual.

“Eu não podia falar pelo governador, mas sempre tive uma certeza clara, meridiana, que João Azevêdo nomearia a mais votada, pela trajetória dele, pela própria relação da universidade, da gestão da UEPB com o governo, com as secretarias, sempre de forma respeitosa, parceira, tratando tudo que seja possível para que a universidade possa colaborar com o desenvolvimento do estado”, ressaltou Rangel.

Já a professora Célia disse que recebeu com alegria a confirmação da nomeação e endossou a fala do professor Rangel de que não esperava outra decisão vinda por parte do governador, que tem se mostrado democrático em todas as suas atitudes.

“Foi com muita alegria que recebi a confirmação do nosso nome para conduzirmos os destinos da UEPB pelos próximos quatro anos. Nós já tínhamos certeza que o governador, pela sua característica de um homem que respeita a democracia e que respeita também a autonomia e a vontade da instituição, tínhamos certeza que isso aconteceria agora”, disse

O governador da Paraíba, por sua vez, ressaltou que nunca cogitou a tese de não nomear o mais votado. Ele lembrou que assim como fez com as outras instituições, independentemente se o escolhido convergia ou não com os mesmos pensamentos que ele, também adotaria o mesmo critério na UEPB.

“Foi uma decisão administrativa que eu tomei desde o primeiro dia que assumi o governo do Estado, que é respeitar as consultas que são feitas. Assim foi feito quando do Ministério Público Estado, e assim será feito em todas as consultas que ocorrerem. Não estou preocupado se são pessoas que estão alinhadas ou não com meu modo de pensar. Eu nomeei e nomearei àquele que, efetivamente, no processo de seleção, seja o mais votado. Enquanto governador respeitarei todas estas listas tríplices que aqui chegarem. Foi assim com o Tribunal de Contas, foi assim com Ministério Público, foi assim com a Defensoria Pública, e não seria diferente com a UEPB. Será assim com qualquer outro órgão que dependa da minha análise com relação às listas tríplices”, ressaltou.

João aproveitou ainda para classificar como equívoco do governo federal a nomeação do terceiro menos votado na lista tríplice, que hoje comanda a instituição sem o aval da comunidade acadêmica. “Legalmente não há erro, entretanto eu considero um desrespeito à consulta que foi feita junto à comunidade acadêmica”, finalizou.

 

PB Agora

 

 

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