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Reflexão: naturalização em município vira ‘tese morta’

Reflexão: naturalização em município vira ‘tese morta’; exemplo de senador paraibano e de prefeito de João Pessoa derrubam teoria na Paraíba

O melhor candidato a prefeito em uma cidade tem que ser necessariamente filho dessa terra? O que garante que alguém que nasceu no município em que deseja postular uma eleição é a melhor opção do eleitorado? Essas são indagações cujas respostas têm que ser bem pesadas. Atualmente, alguns exemplos são prova de que esses argumentos são regras falidas.

O prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB), por exemplo, é filho de Campina Grande, no entano, detém a simpatia do eleitorado a frente do executivo da Capital da Paraíba e não deixou de ser um bom gestor apenas por não ser filho da terra.

No Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, o paraibano Lindeberg Farias foi eleito senador da República, mesmo sem sequer ter sido radicado na cidade maravilha. O fato de não ser filho da terra nunca foi argumento para tirar o paraibano da disputa na região. As ideias, os projetos e a plataforma de Governo é que foram os principais pontos determinantes para a vitoria.

Pertinho da Capital, outro exemplo que foge à regra é a disputa pela prefeitura de Cabedelo. É que os três principais postulantes no páreo não são genuinamente cabedelense, pelo menos é isso que diz o cadastro eleitoral disponibilizado na página do Tribunal Regional Eleitoral. Apesar de serem radicados na cidade portuária, Leto e Luceninha, ambos do PMDB, não constam como filhos de Cabedelo, porém detém a simpatia de grande parte do eleitorado. A revelação foi publicada no blog do jornalista e apresentador de TV Luis Torres.

Outro que também não é cabedelense é o deputado Trocolli Junior (PSD). A ausência da naturalização em sua certidão de nascimento, no entanto, não descredencia o parlamentar a entrar no paréo para tentar governar o município.

Formalmente, para ser considerado Cidadão de Cabedelo, precisa de um título concedido pela Câmara Municipal. Assim, como qualquer outro cidadão de fora de Cabedelo.

Dessa forma, vira uma tese morta rotular um ou outro pré-candidato de forasteiro, quando na verdade o que vale é a vontade de mudar.

 

Márcia Dias


PB Agora

 

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