RC diz que a Paraíba é o 1º no ranking da ‘mediocridade’ em termos de equilíbrio fiscal; Estado comprometeu 58% da Receita só com o Executivo
Em entrevista ao programa Rádio Verdade, do Sistema Arapuan FM, o governador Ricardo Coutinho (PSB) relatou a real situação porque passa a Paraíba e revelou que o Estado é o 1º do país no ranking da ‘mediocridade’, da piora em termos de desequilíbrio fiscal. No mesmo ranking, na segunda posição, está o Estado de Alagoas, que tem comprometido 49,1% da receita com o executivo.
Os dados, segundo o governador, são comprovados pelos percentuais que eram destinados ao executivo. “Cerca de 58% da receita era comprometida apenas com o poder executivo e juntando com os outros poderes esse percentual alcança quase 70%, o que é imoral e um desrespeito com os demais paraibanos que precisam”, argumentou.
Estes números, de acordo com Ricardo, foram os que levaram o Estado a tomar medidas emergências, como por exemplo, cortar 30 % dos gastos, principalmente com os cargos passageiros, ou seja, os comissionados.
“A população sabe que essas medidas são necessárias e farão com que o Estado recupere a capacidade de investimento e a grande maioria apóia isso”, disse.
Ricardo ainda reconhece que durante a caminhada, muitas pessoas podem ser injustiçadas e outras ficarão revoltadas porque perderão o ‘comodismo’ proporcionado anteriormente pelo emprego público.
“Fui eleito pra reajustar o Estado e a partir disso dá uma perspectiva de futuro. Tenho certeza que quando o Estado estiver equilibrado nós vamos conseguir isso, vamos aumentar a receita e colocar o Estado na legalidade”, falou.
Contratações
Conforme Ricardo Coutinho, o Estado está restrito no que diz respeito às contratações.
“Esse Estado vai ter que ser viável mesmo que a gente tenha que cortar o que precisa cortar. Estamos restritos no ponto de vista de contratação. Não vou preencher cargos, não posso, porque se eu assim fizesse aumentaria o problema”, disse.
Ricardo disse ainda que prefere pegar um nomeado e fazer com que ele de conta de três quatro serviços em vez de contratar vários.
“Não engano ninguém e não vivo de enganação”. Avisou.
Mesmo com os cortes, o governador garantiu que o Estado não está parado.
“Ele estava parado. A Paraíba estava vivendo de uma publicidade que não existia, mas agora nós vamos fazer melhor e com menos dinheiro, esse é o nosso desafio”, alertou.
PB Agora
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