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RC desconhece afastamento entre PSB e PT Nacional

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“Eu desconheço essa informação”. Foi com esta frase que o governador Ricardo Coutinho (PSB) disse não ter conhecimento da definição do PSB Nacional em não seguir com o PT, da presidente Dilma Rousseff, na disputa pela sucessão presidencial em 2014. 

“Eu desconheço essa informação, não estou sabendo de nada disso”, desconversou o chefe do executivo da Paraíba

Atualmente o PSB integra a base de sustentação do Governo petista no âmbito federal e tem seus governadores também apoiando a atual gestão federal do PT.

Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho é a principal liderança do PSB no Estado e mantém bom relacionamento tanto com a presidente petista, quanto com o presidenciável Eduardo Campos, que além de presidente nacional do PSB é também cotado para disputar a Presidência da República em 2014.

As declarações de Ricardo Coutinho foram concedidas na manhã desta terça-feira (27), durante solenidade no bairro de Mangabeira, em João Pessoa.

ENTENDA

No início da semana o líder do PSB na Câmara Federal, deputado Beto Albuquerque (RS), afirmou que o PSB irá deixar a base aliada da presidenta Dilma Rousseff (PT) ainda esse ano, preparando o terreno para a candidatura à presidência de Eduardo Campos (PSB), atualmente governador de Pernambuco.

Albuquerque ainda alfinetou colegas de partido, em especial o ministro Fernando Bezerra (PSB), que são contra o rompimento do PSB com o PT.

De acordo com Beto Albuquerque, a maioria dos diretórios do partido socialista apoia a candidatura de Eduardo ao Planalto e já deram início às mobilizações para fortalecer os palanques estaduais nesta direção. O parlamentar diz, ainda, que como a decisão da posição do partido será tomada com base na maioria, durante a convenção da legenda, “não existe risco algum” para um possível recuo do PSB.

“A maioria do partido quer o Eduardo como candidato. Com vozes discordantes ou não, temos votos (na convenção) para ter candidatura própria. Não há voz capaz de tirar a maioria sólida da candidatura presidencial. Não há problema nas pessoas discordarem, mas o partido decidirá no momento certo. E aí, quem quiser permanecer na legenda terá que acompanhar a decisão majoritária”, afirma Albuquerque em um recado claro para os que defendem que o partido permaneça na base de apoio do governo da presidente Dilma.

 

Márcia Dias


PB Agora

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