O governador disse que mesmo se o presidente fosse Fernando Henrique Cardoso, ele continuaria com a mesma defesa: “Eu não estou defendo governo de A ou B. Estou defendendo a democracia”
Durante a passagem pelo município de Cajazeiras, na tarde de ontem, sexta-feira (18), onde participou da primeira audiência do Orçamento Democrático Estadual (ODE), o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), não fugiu do assunto quando indagado sobre o atual momento político por que passa o país e logo classificou de abuso de poder a forma como a justiça vem tratando as instituições.
Coutinho lamentou, entre outras coisas, as recentes divulgações de grampos com a presidente Dilma Rousseff e disse, que até ele mesmo, está com receio de falar ao celular. Ele deixou claro que não é contra as investigações, mas estas não podem ser seletivas, caso contrário perderá a credibilidade.
O governador também ressaltou que não está defendendo Lula ou Dilma, mas o estado democrático de direito juntamente com suas instituições.
“Eu acho que todo mundo no Brasil tem hoje medo de falar no celular, não sou só eu, todo mundo, porque o que está se assistindo nesse país é muito grave. Eu não estou entrando no mérito de que esse país é bom ou ruim. Eu acho que o governo não é bom, acho que o governo e alguns setores do governo já deveriam ter chegado, desde o início, para o povo brasileiro, e terem feito uma autocrítica, colocando o dedo na ferida e ao mesmo tempo reconhecendo que o que o Brasil passa, do ponto de vista de investigação, não é uma coisa ruim. Agora a investigação não pode ser seletiva. Eu não posso direcionar uma investigação para um partido, ou para um grupo, ou para um governo”, disse.
Sem citar nomes, o governador Ricardo Coutinho também questionou o fato de existirem processos engavetados, de políticos de outros partidos, que fazem oposição ao Governo Federal e não caminham.
“Se você tem pessoas envolvidas de outros partidos, e se você tem outras investigações, elas todas precisam caminhar, porque senão, daqui a pouco, se perde a credibilidade da investigação, porque ela vai se mostrar simplesmente uma investigação direcionada. Além disso, os direitos fundamentais da pessoa humana são uma conquista nossa, do povo brasileiro. Alguns talvez não lembrem como foi a ditadura militar, o regime de exceção, ou que ninguém da imprensa simplesmente não poderia fazer perguntas. E hoje nesse país estão grampeando até presidente da República. E se fosse FHC, e se fosse Lula ou Dilma eu seria contra. Não se pode grampear a instituição presidência da República e tornar público esse grampo. Isso é um abuso de autoridade. Eu não estou aqui contra investigação, mas é importante que não se coloque ela a perder em função de preferencias que começam a acontecer cada vez mais fortes”, asseverou
Capa Preta
A liminar do juiz federal Itagiba Capa Preta, que derrubou a posse de Lula na Casa Civil, também foi questionada pelo chefe do executivo paraibano. Ele lembrou que o magistrado, nas redes sociais, fez publicações a favor do impeachment de Dilma, possuindo parcialidade no caso.
“O juiz que deu a liminar, para não permitir que Lula assumisse como ministro, Lula que não é réu, está sendo apenas investigado, o juiz estava nas manifestações pró impeachment. O seu face é direcionado para derrubar o governo. Ou seja, quem está envolvido em uma investigação dessas tem que ter isenção, não pode ter esse tipo de comportamento”, arrematou.
Democracia acima dos partidos
Principal líder político na Paraíba, Coutinho destacou também que a democracia está acima dos partidos, e lamentou que jovens preguem o retorno da ditatura militar, sem nem mesmo terem vivido ou experimentado àquela época.
“O povo do Brasil precisa estar acima de qualquer partido, de qualquer governo, o que deve ser sagrado é a democracia. Eu fico temeroso quando vejo jovens pregar o retorno da ditadura. É preciso parar com isso para que o Brasil possa voltar a crescer. Talvez o povo não saiba o esforço que estamos fazendo para dar continuidade as obras, para pagar em dia, nós estamos fazendo o máximo e a economia parada por conta da crise politica fomentada pela oposição. Se a oposição é oposição, aguarde uma eleição e ganhe, agora sem voto não pode chegar ao poder”, disparou.
O governador finalizou alertando que está preocupado e que espera que o povo possa reconhecer que acima das predileções, o país não se divida, fazendo separações entre ricos e pobres, ou brancos e negros ou qualquer outro tipo de distinção.
“Que a gente não fomente o ódio, como esta sendo fomentado, e que o Brasil não seja massa de manobra da grande mídia. A grande mídia enquanto concessão publica não tem direito de pegar vazamentos selecionados e a cada momento incentivar uma convulsão social. E eu não estou defendo governo de A ou B. Estou defendendo a democracia, como uma pessoa responsável e que é produto dessa luta como tantos e tantos companheiros foram frutos dessa luta pela redemocratização do país”, concluiu.
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