Quintans quer audiência pública na AL para discutir efeitos de praga na palma forrageira
O deputado Francisco de Assis Quintans requereu ontem a realização de uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa para discutir os efeitos da praga Cochonilha do Carmim, que está dizimando os plantios de palma forrageira na Paraíba, considerada o “ouro verde” do Nordeste por ser o maior aliado do produtor rural na alimentação dos seus rebanhos.
Para a referida Audiência Pública deverão ser convidados o Governo do Estado da Paraíba, SEDAP, EMEPA, EMATER, FAEPA, FETAG, DFA – MAPA, UEPB, UFPB e UFCG.
O parlamentar, preocupado com a praga e os efeitos nocivos que provoca aos produtores paraibanos, afirma que a palma forrageira (Opuntia fícus-indica), pertence a família Cacataceae, é uma planta que resiste a longa estiagem e incrementa toda uma cadeia produtiva do rebanho no semi-árido. Diz que o “ouro” verde do Nordeste, como é chamado, passou a ser usada pelos produtores como principal fonte de alimento para os animais. A Paraíba chegou a ocupar 25% de seu território, inserido no semi-árido brasileiro, com plantação de palmas, segundo levantamentos da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa, 2006).
Toda essa riqueza, segundo o deputado Quintans, passou a ser ameaçada por uma praga conhecida como Cochonilha-do-Carmim. O inseto foi introduzido no Brasil para produzir carmim no Sertão de Pernambuco, uma espécie de corante empregado na indústria. Em 2001, a praga foi registrada pela primeira vez na Paraíba, no Município de Monteiro, e rapidamente pelos plantios de palma forrageira do município, destruindo plantações inteiras da cultura em outros municípios da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Ressalta o deputado que no Nordeste todo, estima-se que exista a maior área de palma plantada no Brasil, com mais de 500 mil hectares cultivados. Destes, a praga já dizimou mais de 150 mil hectares da planta na Paraíba, ocasionando um dos maiores índices de desemprego no campo do Estado.
Após o ataque da cochonilha, o Estado da Paraíba teve seus campos de palma forrageira reduzidos em mais de 70% em mais de 50 municípios do Cariri, Serra de Teixeira, Vale do Piancó e Curimataú, contando atualmente com pouco mais de 50 mil hectares de terras ocupadas pela cultura e os prejuízos anuais causados pela destruição dos palmares, ultrapassam R$ 2 milhões.
Assessoria








