A cantora e influenciadora paraibana Juliette Freire rebateu, nesta quarta-feira (14), as acusações do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de que um vídeo apresentado por ela sobre Nossa Senhora Aparecida divulgaria informações falsas. A artista afirmou que o conteúdo passou por checagem e desafiou quem sugere que ela tenha recebido dinheiro para participar da produção a apresentar provas.
A polêmica começou após a publicação de “A Guerra à Santa”, episódio do projeto Revelando apresentado por Juliette. O vídeo aborda declarações atribuídas ao bispo evangélico JB Carvalho contra a devoção a Nossa Senhora Aparecida e questiona a proximidade do religioso com Flávio, que foi batizado na igreja liderada por ele.
O candidato classificou o conteúdo como a “maior fake news das eleições” e acusou a produção de explorar eleitoralmente a imagem da santa. Juliette contestou as críticas e pediu que o público assista ao episódio completo antes de formar uma opinião.
A paraibana afirmou que as informações foram verificadas e que a produção buscou tratar com respeito as pessoas citadas e as diferentes religiões. Ela reconheceu que pode haver divergências de interpretação, mas rejeitou a acusação de que os fatos apresentados sejam falsos.
Juliette também reagiu às insinuações de que teria recebido dinheiro público para participar do projeto. A artista negou ter recebido recursos dessa natureza e desafiou os responsáveis pelas acusações a apresentar provas. A equipe do Revelando, por sua vez, afirmou que o projeto tem financiamento privado e anunciou que poderá recorrer à Justiça contra perfis que, segundo os produtores, disseminem informações falsas.
A controvérsia ocorre em meio à disputa eleitoral entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada também por debates envolvendo religião e o eleitorado cristão.
O episódio reacendeu ainda a circulação de informações falsas sobre uma suposta iniciativa de Flávio para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto citado nessas publicações, porém, foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli, e não por Flávio Bolsonaro. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008.
O vídeo de Juliette, contudo, concentra sua abordagem nas declarações atribuídas a JB Carvalho e na relação do líder religioso com o candidato, e não na autoria daquele projeto.
Após rebater as acusações, a cantora afirmou que está com a consciência tranquila em relação à participação na produção e que não pretende prolongar publicamente a discussão.
PB Agora
