A Paraíba o tempo todo  |

Que caminho Cássio vai seguir?

Esta campanha está se encaminhando para o final e poderia esta eleição terminar sem muitas novidades, não fosse uma delas, que, sem dúvidas, marcou o pleito de 2010 como nenhum outro na história política da Paraíba: a aplicação da lei Ficha Limpa.

Desde que começou o moído eleitoral – uso este termo para não falar baseado no calendário oficial da campanha – o tema mais comentado é a possibilidade, cada dia mais real, de a nova lei pegar o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), impedindo-o de disputar o cargo de Senador.

E, pelo andar da carruagem, Cássio não poderá disputar a eleição. Claro que se esta pergunta for feita a ele, todos nós já sabemos a resposta. Será algo do tipo: “Confio na Justiça e o meu direito será garantido” ou “não vou renunciar à condição de candidato”.

Entre as declarações de Cássio – que muito se assemelham às que ele dava nos meses que antecederam a sua cassação no TRE-PB e no TSE – e o que dizem os especialistas na área, existem os paraibanos, que não sabem mais o que dizer ou em quem confiar.

Diante desta realidade, atrevo-me a apresentar os três mais prováveis caminhos a serem seguidos por Cássio, diante da ameaça: um mais improvável e dois com mais sentido de ser.

O mais improvável é Cássio manter a candidatura e, até a eleição, não haver qualquer definição por parte do TSE e, por conseguinte, do STF. Digo que este caminho é o mais improvável por dois motivos: primeiro que a Justiça, atualmente, está muito mais célere. Depois, porque Cássio, no fundo, no fundo, sabe da extensão do seu problema. E, se mantiver a candidatura, pode ser eleito, mas nem chegar a assumir. Seria como dar de bandeja um mandato ao terceiro colocado.

Restam-lhe dois caminhos. O primeiro é Cássio, o mais rápido possível, abdicar da condição de candidato e apresentar o seu substituto ou substituta. Teria os guias eleitorais para apresentar o novo candidato ou candidata à Paraíba e apostar em seu poder de transferência de votos. Corre o risco de não conseguir transferir o suficiente para garantir a eleição do novo postulante.

O segundo é arrastar a candidatura até a reta final, anunciar a desistência, colocar um substituto ou substituta no lugar e rezar para que a notícia da desistência não se espalhe pela Paraíba. Desta forma, com foto na urna e tudo, apostar para que a Paraíba vote nele pensando que está votando nele, mas, na realidade, esteja votando em outra pessoa.

Este caminho também tem seus riscos, pois Cássio poderá não conseguir fazer com que a maioria dos seus eleitores deixe de saber da sua desistência. Em tempos de velocidade da comunicação, com as ferramentas da internet, o rádio, a TV, jornais, panfletos, boca a boca, etc, etc, etc… esta também não é uma boa opção.

Resta-lhe… Não, não tem mais opções. Só estas três. E ele tem que pensar rápido e decidir logo. A reta final está aí. A guilhotina da Justiça também. E agora José?


    VEJA TAMBÉM

    Comunicar Erros!

    Preencha o formulário para comunicar à Redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta matéria do PBAgora.

      Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “PROSSEGUIR”, ou continuar a visualizar nosso site, você concorda com o uso de cookies em nosso site.
      Total
      0
      Compartilhe