Só me dei conta de uma coisa recentemente, depois de ver Lucas Ribeiro mencionar o pai durante um evento em Araruna: como Celso Otávio Novaes de Araújo é uma figura discreta.
“Não nasci em Araruna. Entretanto, são essas raízes que peço licença para reverenciar na pessoa do meu pai, Celso Otávio Novaes de Araújo, que está conosco. Cuidarei para que meus filhos, Daniel e José, sempre saibam do lugar em que suas raízes estão plantadas”, declarou Lucas na ocasião
E isso é curioso porque, na família de Lucas, política não é exatamente uma novidade. Pelo lado materno, há nomes bastante conhecidos: a mãe, Daniella, é senadora, o tio, Aguinaldo, é deputado federal e o avô, Enivaldo, foi prefeito de Campina Grande, a avó, Virgínia, foi prefeita de Pilar.
Mas o pai segue praticamente fora dos holofotes.
Celso é pouco conhecido do grande público e, nas redes sociais, não é fácil encontrar informações sobre ele. Eu mesma sequer consegui uma fotografia de pai e filho juntos. Mesmo depois da ascensão política do filho, não parece ter transformado o parentesco em vitrine, nem buscado a exposição que naturalmente poderia acompanhar a posição de Lucas.
E o próprio Lucas também não parece fazer do pai um personagem de sua trajetória pública.
Não é uma questão de elogio ou crítica. É apenas uma característica que chama atenção nos dias de hoje.
Em tempos em que parentesco, sobrenome e proximidade com figuras públicas frequentemente se transformam em conteúdo para as redes sociais, há algo incomum em alguém permanecer tão discreto justamente quando poderia fazer o contrário.
Na família de Lucas, há muita política. Mas, curiosamente, o pai é quem quase não aparece.
E, até nisso, Lucas se diferencia: por ter ao lado um pai que não precisa aparecer para ter importância — e por saber respeitar essa escolha.
E, por respeitar essa discrição — que parece ser uma escolha do próprio Celso —, me reservo até mesmo o direito de não publicar sua imagem.
