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PV pode definir rumos para segundo turno ainda hoje

 PV pode definir rumos para segundo turno ainda nesta quarta; pesquisa aponta maioria tucana

Se houver consenso, o resultado deve influenciar a plenária de domingo.
 

Os integrantes da Executiva Nacional do PV se reúnem na manhã de hoje, em Brasília, quando poderão definir qual caminho o partido seguirá neste segundo turno das eleições presidenciais: apoio à ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff (PT), ao ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) ou optar pela neutralidade. O objetivo principal é evitar que haja um racha na legenda, principalmente com o grupo ligado à senadora Marina Silva, que recebeu 20 milhões de votos no primeiro turno.

Integrante da Executiva Nacional, o mineiro João Henrique Melo defende que seja encontrado um consenso — o que pode levar a uma decisão sobre a postura do PV ainda hoje. “A reunião da executiva tem a possibilidade, em tese, de tomar a decisão. Mas defendo isso apenas se houver um consenso, buscando conciliar todas as linhas. É uma decisão política, e deve-se buscar ouvir todas as partes, até para termos uma posição mais tranquila”, afirmou.

Caso contrário, o assunto será discutido só no domingo, durante plenária da legenda, que reunirá executiva, dirigentes e conselheiros. Estão aptas a votar 80 pessoas, entre elas os 53 membros da Executiva e 15 representantes dos chamados núcleos vivos da sociedade de igrejas e do Movimento Marina Silva, uma exigência da senadora. Estima-se que a grande maioria do grupo defenda o apoio a um candidato, enquanto apenas aqueles ligados a Marina querem a neutralidade.

Uma pesquisa interna realizada ontem pelo partido aponta a tendência dos filiados e pode ser considerada como um sinal do que pode acontecer hoje na reunião da Executiva Nacional. Ao todo, 3.492 filiados e simpatizantes votaram pela internet. A maioria, 2.060 pessoas, escolheu José Serra (59%). A posição de neutralidade ficou em segundo com 1.017 votos (29,1%). O apoio a Dilma Rousseff teve o voto de apenas 415 pessoas (11,9%).

Em Minas Gerais, o presidente estadual do PV, Ronaldo Vasconcellos, já avisou que não será aceita a postura neutra. Durante encontro realizado na semana passada, o PV mineiro aprovou a tendência de apoio a José Serra, mas, segundo o dirigente, a legenda acatará caso a decisão da direção nacional seja fazer campanha para Dilma Rousseff — embora os sete deputados estaduais façam parte da base de apoio do governo Aécio Neves (PSDB), aliado do candidato tucano.

No embalo da popularidade de Marina Silva, o PV mineiro quer aumentar o número de filiados e se fortalecer. Hoje à tarde, em Belo Horizonte, o partido promove um mutirão de filiações, quando são esperadas pelo menos 300 adesões. A data foi escolhida porque amanhã é o prazo estabelecido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) para que as legendas enviem as listas com os nomes de filiados e pessoas que se desligaram.

“Queremos aproveitar a onda Marina. Desde as eleições, estamos vendo um crescimento de pessoas que se interessam e querem saber mais sobre as questões ambientais”, afirmou Ronaldo Vasconcellos. Segundo Vasconcellos, houve um grande aumento na procura de informações sobre como se filiar ao PV pelo site e na sede do partido.
 

 

 

Correio Braziliense

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