Os filiados do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) emitiram uma moção de repúdio rebatendo uma suposta acusação de depredação do prédio do SINTEP.
Segundo a nota, o sindicato tomou uma posição política sem se ater as verdades dos fatos ocorridos e, intencionalmente, distorcido pela direção do SINTEP, para induzir os delegados do referido congresso a referendar uma moção política cujo objetivo principal é projetar, sobre militantes dos referidos partidos e entidades, posturas que, de fato, não ocorreram durante a greve da categoria.
MOÇÃO DE REPÚDIO
Os filiados do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL reunidos no processo preparatório para seu V Congresso Nacional, em plenária municipal de João Pessoa, no dia 23 de agosto de 2015, repudiam a moção aprovada no 12º CECUT/PB, onde o SINTEP/PB acusa o PSOL, PSTU, CONLUTAS e INTERSINDICAL de terem depredado o prédio, difamado e caluniado membros da diretoria do sindicato.
Na verdade, pelo teor da moção cutista percebe-se claramente que esta entidade tomou uma posição política sem se ater as verdades dos fatos ocorridos e, intencionalmente, distorcido pela direção do SINTEP, para induzir os delegados do referido congresso a referendar uma moção política cujo objetivo principal é projetar, sobre militantes dos referidos partidos e entidades, posturas que, de fato, não ocorreram durante a greve da categoria.
Com efeito, militantes do PSOL, outros partidos políticos e entidades com atuação no campo da educação participaram ativamente do movimento grevista no primeiro semestre de 2015. Durante toda a greve os militantes do campo da oposição a atual direção se empenharam para a construção de um movimento que envolvesse a categoria de forma unitária e decisiva na defesa da pauta dos trabalhadores e no enfrentamento do governo. Entretanto, a resposta da direção do SINTEP foi sempre no sentido de impedir a participação livre e democrática de qualquer pessoa nas instâncias de construção e decisões da greve. Desta forma, a direção da referida entidade construiu um comando de greve sem abrir espaços para que a categoria, reunida em assembleia geral, indicasse livremente os seus representantes. Assim, constituiu-se um comando grevista composto por dirigentes da entidade e seus aliados, deixando de fora lideranças da categoria que desejavam participar desta instância grevista; Além disso, nos momentos decisivos das Assembleias Gerais, o que se viu foi o impedimento absoluto do direito à fala de qualquer professor que tivesse posição política diferente da direção do sindicato. Aliado a isto, a direção da entidade utilizou-se do artifício de seguranças truculentos para impedir qualquer acesso dos professores aos microfones durante as Assembleias Gerais e, da mesma forma, para impedir o acesso dos professores às dependências do sindicato.
Ademais, foi prática comum de dirigentes da referida entidade o uso de xingamentos e piadas machistas contra as mulheres do campo de oposição. Essa é a verdade dos fatos que o SINTEP e a CUT querem encobrir. Diante de tal descalabro, o PSOL reafirma que suas práticas militantes sempre atuaram no sentido de garantir os direitos democráticos da categoria, o que não foi respeitado por um grupo de dirigentes que tratam a entidade como se fosse propriedade privada. Por isso, querem nos intimidar com aprovação de “notas parciais” e mentirosas. Nossa militância não se calará, continuaremos atuando no movimento sindical em defesa dos interesses da categoria e não de governos e de partidos políticos a estes atrelados. As práticas apontadas na moção aprovada no 12º CECUT/PB vão de encontro aos princípios do PSOL e, exigimos comprovações por parte da direção do SINTEP/PB.
Redação com Assessoria
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