Educar uma criança nunca foi uma tarefa fácil. No tempo onde a tecnologia invade o mundo dos pequenos, a tarefa de fazê-los interagir além da tela do celular tem sido difícil para os pais. Enquanto na geração anterior a televisão era o preferido das crianças para assistir desenhos animados, agora elas preferem a tela do celular, tablets e computador.

 

Alguns pais recorrem à esses meios para vê-los distraídos. Mas é necessário ter cuidado para os perigos da vida online. A psicóloga e presidente do Conselho de Psicologia da Paraíba, Ana Sandra Fernandes, alerta que quando se trata da educação infantil, a supervisão do adulto é extremamente importante na tarefa ou qualquer outra atividade que é realizada pelas crianças. “Elas têm necessidade de limite, é muito importante que os pais estejam sempre atentos aos filhos na perspectiva de estabelecer esses limites. É impossível que essa tecnologia seja utilizada de uma forma positiva se ela não tiver sendo supervisionada pelos pais”, comentou.

 

Sandra explica que não adianta fugir da tecnologia, mas é necessário saber lidar com ela da melhor forma. “Acho que a tecnologia é uma realidade, o tempo não vai voltar, porém a gente precisa entender e compreender as melhores formas de utilizá-la”.

 

A especialista completa afirmando que é possível tirar o melhor desse interesse dos pequenos por meios eletrônicos. “Em si, ela não é nem boa, nem ruim. Na verdade, isso tem a ver com o uso e a forma que a utilizamos. que pode ajudar as crianças no processo de desenvolvimento, no processo de interação”, disse.

 

Além dos riscos de serem levadas a conteúdos não apropriados para a sua idade, usar internet sem supervisão às colocam em problemas que vão além, segundo enfatiza a psicóloga. “A gente tem inúmeros exemplos de situações que envolvem crianças, daí se configura a importância dos pais estarem sempre atentos, vigilantes e de acompanharem o processo dos seus filhos. E eu imagino que não dá para deixar a criança ficar o tempo que quiser, porque ela não tem ainda condições cognitivas e emocionais para poder definir qual é a quantidade de tempo melhor para ela ficar na internet”.

 

Os pais precisam criar uma rotina para o uso da criança, de limite, horário, como ela deve acessar e quais os sites e aplicativos que podem utilizar. “Quem precisa estabelecer limite como será e de que forma, necessariamente precisa ser os pais. Na prática não existe uma receita para dizer, olha o melhor tempo indicado é esse, mas é muito bom que os pais possam, a partir de como se constitui a rotina familiar, criar situações que essa criança não passe todo o tempo dela nas redes sociais, no computador, celular, enfim”, ressaltou a psicóloga.

 

Estimular a brincadeira também é essencial para afastar um pouco a criança das redes sociais, e fazer com que ela desenvolva características importantes da sua personalidade. “Essa criança está em uma fase de desenvolvimento importante. Ela tem muita energia, ela precisa brincar. O brincar é fundamental para a criança, quando ela brinca ela estabelece formas importantes como a criatividade, a solução de problemas, resolução de conflitos, encontro com outras crianças, o poder está junto com outras crianças para resolver questões típicas da infância”, comentou a especialista.

 

Redação

 


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