Três parlamentares paraibanos, filiados a partidos adversários historicamente, surpreenderam ao fechar questão sobre aceitar a denúncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer, do PMDB.
O primeiro, sem muitas novidades, a anunciar seu posicionamento foi o deputado federal Luiz Couto, do PT da Paraíba. O parlamentar é oposição ao Governo Michel Temer desde à época em que o PMDB conseguiu, segundo ele, implantar um “golpe” para tomar o poder.
O segundo a se posicionar sobre a questão foi o deputado federal Pedro Cunha Lima, do PSDB.
O tucano integra o grupo dos ‘cabeças pretas’ da sigla, que significa ser contra o apoio do partido ao atual comando do país. Recentemente ele ganhou o apoio do pai, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que passou de defensor da gestão Temer, a crítico ferrenho;.
Por último, mas não menos importante, aparece o deputado federal Veneziano Vital do Rêgo, do PMDB, mesmo partido do presidente da República.
No início dessa semana ele adiantou à imprensa paraibana que votará favorável a continuidade da denúncia. E, ontem, quarta-feira (12), ratificou o posicionamento, mesmo sob as ameaçãs de ser expulso da sigla por querer prosseguir com a coerência de sua ideologia política.
O ex-cabeludo já votou contra a Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados e tem adotado uma postura de oposição ao Governo Michel Temer, mas de coerência com os anseios populares.
Outros deputados, a exemplo de Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR) sinalizam que também devem seguir o trio e acatar a denúncia da PGR, mas ainda não divulgaram o voto abertamente.
Já os deputados André Amaral (PMDB) – que está cotado para assumir o Ministério da Cultura –, Aguinaldo Ribeiro (PP) – líder do Govero na Câmara – e o deputado Hugo Motta (PMDB) não pensaram nem duas vezes para anunciar que permanecerão fiéis a Temer e não apoiarão o seguimento a investigação contra o presidente Temer.
O restante da bancada paraibana também não emitiu, até agora, posicionamento oficial sobre o caso.
Para a denúncia prosseguir para julgamento no Supremo Tribunal Federal, ela precisa receber ao menos 342 votos favoráveis para ser aceita, dos 513 deputados da Câmara.
ENTENDA
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (26/06) uma denúncia contra o presidente Michel Temer e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) pelo crime de corrupção passiva.
Além da condenação, Janot pede a perda do mandato de Temer, “principalmente por ter agido com violação de seus deveres para com o Estado e a sociedade”. É a primeira vez que um presidente da República é denunciado ao STF no exercício do mandato.
Com a denúncia, fica formalizada a acusação contra Temer, que será julgada pelo Supremo se a Câmara dos Deputados autorizar.
Márcia Dias
PB Agora
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