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PSB descobre consulta de Jr em 2008

PSB descobre consulta de Júnior em 2008 para deixar partido e ameaça pedir mandato

A direção estadual do PSB poderá entrar com ação por retomada do mandato do deputado federal Manoel Júnior sobre acusação de infidelidade partidária. O anúncio foi feito pelo advogado do partido no Estado, Ricardo Sérvulo, nesta quinta-feira (10).

A legenda descobriu uma consulta feita pelo parlamentar ao Tribunal Superior Eleitoral para deixar a legenda no primeiro semestre de 2008, quando não se discutia processo algum para 2010.

“Além de colocar por terra toda a alegação do deputado, que diz deixar o partido por causa da sinalização para candidatura ao governo de Ricardo Coutinho e suposta aliança com Cássio Cunha Lima, essa consulta revela que há muito tempo e por motivos meramente pessoais Manoel Júnior gostaria de deixar o PSB”, declarou Ricardo Sérvulo.

Segundo ele, a consulta protocolada no TSE às 17h34 do dia 4 de junho de 2008 foi feita antes mesmo do partido oficializar o nome de Ricardo Coutinho como candidato à reeleição para prefeito em 2008. “Ora, na época não tínhamos oficializado nem a candidatura a prefeito quanto mais a de governador, nem muito menos estava aberta a discussão para aliança alguma”, completou.

Membro da Executiva estadual do PSB, o militante Alexandre Arruda lembrou que Manoel Júnior fez a consulta e, logo depois, foi eleito membro da executiva estadual e ainda da Executiva Nacional do partido. “Há muito tempo, então, que o deputado Manoel Júnior vem mentindo para o partido”, destacou Arruda.

A consulta, registrada no TSE sob o número 1617, foi arquivada por sugestão do ministro relator Feliz Fisher dias depois de ser protocolada. Ele alegou que, naquele instante, não poderia se pronunciar sobre caso hipotético, mas apenas em casos concretos.

O Tribunal, por unanimidade, não conheceu da consulta.

Esta semana, Júnior foi novamente ao TSE e deu entrada em pedido para desfiliação do partido por justa causa. “Há muito tempo, no entanto, ele vem alimentando o desejo de deixar a legenda”, declarou Arruda.

O advogado Ricardo Sérvulo disse não acreditar que o pedido do deputado prospera no Tribunal. “Ele alega perseguição, mas não há nenhum procedimento em âmbito de Conselho Ética”, completou.

PB Agora

 

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