Categorias: Política

PSB de JP organiza jantar em solidariedade à ex-prefeita Erundina

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Na próxima sexta-feira (18), será promovido em João Pessoa um jantar de arrecadação de recursos, em solidariedade à ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PSB). O evento busca contribuir com a quitação da dívida contraída devido à publicação de anúncios com esclarecimentos à população paulistana sobre a greve de ônibus de 1989, durante seu mandato como prefeita de São Paulo.

Segundo a vereadora Sandra Marrocos (PSB), integrante da comissão organizadora do evento, “trata-se de uma demonstração de que a companheira Erundina não está só, e que esta condenação, a única de sua carreira política, não manchará os mais de cinqüenta anos dedicados à vida pública”.

Ainda de acordo com a parlamentar, serão destruídos dois mil convites a partidários, amigos, movimentos sociais e correligionários políticos. O evento acontecerá na Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef/PB), no Altiplano, a partir das 20h. A participação se dará através da contribuição de R$ 100. Mais informações através do telefone 8822-3344.

Entenda o caso – No dia 17 de março de 1989, dois dias após uma greve geral comandada pela Central Única dos Trabalhadores, a Prefeitura de São Paulo publicou um anúncio em apoio à greve. Após a publicação da nota, um munícipe entrou com uma ação popular contra a publicação do anúncio, pedindo que a prefeita ressarcisse os valores pagos aos jornais. Em 1990, Erundina foi condenada em primeira instância, sendo esta a única condenação em mais de cinqüenta anos de carreira política.

Os advogados da parlamentar agora recorrem do valor, de R$ 350 mil. Para garantir o pagamento e poder recorrer do valor da sentença, ainda em discussão na Justiça, Erundina penhorou a casa em que vive, abrindo mão do direito da impenhorabilidade do imóvel em que reside, e dois carros. Para completar a garantia da dívida, 10% do salário de deputada estão sendo depositados em juízo.

Leia abaixo a íntegra do anúncio publicado em 1989

“A Prefeita de São Paulo dirige-se à população para expor a avaliação do Governo municipal sobre a greve geral dos dias 14 e 15:

1. Grande parte da população brasileira paralisou suas atividades, em protesto consciente contra a política econômica vigente. Em numerosas cidades, fábricas pararam, bancos e lojas fecharam ou tiveram movimento reduzido, escolas não tiveram aulas, o transporte coletivo não funcionou. Além dos trabalhadores, são as Prefeituras de todo o país que sofre os efeitos desastrosos dessa política econômica e não têm recursos para atender às necessidades básicas nas áreas da habitação, abastecimento, saúde, educação, meio ambiente, transportes etc. Por isso, também às Prefeituras cabe uma posição conjunta pela mudança da política econômica.

2. O Governo Municipal de São Paulo, de acordo com as diretrizes do PT e em cumprimento do mandato recebido nas urnas, apoiou politicamente a greve geral, mas sem colocar a máquina administrativa a serviço do movimento.

3. Em São Paulo, a Prefeitura fez funcionar, nos dias 14 e 15, os serviços municipais de emergência – socorro urgente de saúde, controle de trânsito, sepultamentos, segurança de equipamentos municipais, plantões para casos de gravidade. Nos demais serviços municipais a grande maioria dos trabalhadores aderiu à greve geral, não comparecendo ao trabalho.

4. Ao contrário de administrações anteriores, a Prefeitura não usou seu poder para frustrar – pela força, ameaça ou perseguição – o exercício dos legítimos direitos dos trabalhadores e da população. Essa diferença de atitudes surpreende alguns, choca outros e irrita outros quantos, no setor público ou privado, sempre procurando utilizar o Poder Público na defesa dos privilégios de minorias e não dos interesses da maioria da sociedade.

5. A prefeita e seu Secretariado não se intimidam diante de acusações infundadas e ameaças de represálias políticas e jurídicas, e repelirão energicamente quaisquer tentativas de intromissão no âmbito municipal, no que certamente estarão respaldados pelo apoio dos trabalhadores.

6. O Governo Municipal felicita a população do Brasil, e, especialmente de São Paulo, pelo comportamento organizado e pacífico que teve durante a greve geral, apesar das ameaças e provocações amplamente divulgadas por autoridades a empresários, no claro intuito de frustrar o exercício constitucional do direito de greve.

São Paulo, 16 de março de 1989

Luiza Erundina de Souza
Prefeita de São Paulo”
 

Assessoria

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