O PT já admite como alto o risco de o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), romper aliança com os petistas para a disputa pela Prefeitura de Recife, onde o partido do pernambucano articula composição com o PMDB.
O ex-governador Jarbas Vasconcelos é um dos defensores da união. Potencial candidato do PT à prefeitura, Humberto Costa reconhece a hipótese de não contar com o PSB na disputa. "As negociações dele [Campos] avançaram muito no rumo [PMDB]", disse.
O PT está reunido nesta segunda-feira na tentativa de costurar um acordo. Mas o atual prefeito, João Costa, avisou que entrará na Justiça caso não lhe seja assegurado o direito à reeleição.
O presidente municipal do PT de Recife, Oscar Paes Barreto, disse que é uma "burrice" da direção nacional intervir na cidade. Segundo ele, isso desgastou a imagem do partido na capital pernambucana.
Carlos Henrique "Árabe", integrante da executiva nacional do PT (da Democracia Socialista, ala mais à esquerda da legenda), divulgou nota hoje criticando a intervenção da direção nacional do partido na cidade.
Árabe diz que é grande o risco de derrota do PT em Recife por conta disso. "Até aqui não há dúvida que cabe aos filiados e filiadas do PT do Recife decidir quem disputará a eleição em nome do partido, que tem um processo em curso e que precisa ser finalizado", diz Árabe na nota.
No documento, ele ressalta que o deputado Maurício Rands retirou sua candidatura, ao contrário do prefeito João Costa, que também não quer acordo para encontrar um terceiro nome e se mantém firme na decisão de tentar se reeleger.
"Cabe ao Diretório Nacional do PT recolocar a questão nos melhores termos para o PT e para Recife [ou seja, que a questão seja definida na cidade]. Não há consenso no PT em torno do nome do senador [Humberto Costa]."
O partido enfrenta problemas ainda em Teresina, João Pessoa, Londrina e Petrolina. Em três dessas cidades, o PT tem o PPS como o principal aliado.








