O novo protesto contra Dilma, programado para o próximo domingo, dia 13, deverá ter a segurança redobrada para evitar o acirramento dos ânimos entre os militantes de esquerda e de direita. Na Paraíba, governador Ricardo Coutinho (PSB) disse que as palavras dele são justamente para evitar o enfrentamento físico, resultando na violência gratuita.
“Eu quero é evitar isso. A minha palavra é para evitar isso, a minha palavra é para pedir, no caso dos paraibanos, que efetivamente não embarque nessa. Isso não é bom para ninguém. É fundamental que cada um possa ter sua opinião e que o outro possa respeitar às divergências”, apelou.
Para o governador, o melhor caminho, nesse momento, é retomar a estabilidade para que o Brasil possa voltar a crescer, em busca de uma saída para a crise.
“E essa saída não é meia dúzia de gente que não tem moral para estar falando sobre ética, está estimulando a desintegração da unidade nacional. Deixem o Ministério Público e a justiça trabalharem e que os dois trabalhem respeitando os direitos fundamentais da cidadania”, defendeu.
Cabe a politica, conforme o governador, encontrar as saídas e não a violência. “Estas saídas, no meu entender, devem vir de um acordo nacional daqueles que se preocupam com o país, que querem mudança, e esse acordo precisa passar pela compreensão de Dilma, um processo que reforce sua agenda para comandar o momento de transição, é preciso comandar um processo que reforme seu governo, reforme sua agenda e que possa atrair setores para essa transição” opinou.
A condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava-Jato, na última sexta-feira, insuflou movimentos contrários e favoráveis ao governo federal a organizar atos e convocar o povo a ir para as ruas nos próximos dias. Dos dois lados, cada um com as suas convicções políticas, o chamado é para que cidadãos se posicionem sobre o episódio em que Lula se tornou o principal alvo da 24ª fase da investigação que apura esquema de corrupção na Petrobras.
Grupos contrários ao governo federal e que já articulavam manifestação para o dia 13, próximo domingo, tratam com tom de comemoração a investida da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). Investigadores das duas instituições afirmam haver indícios de que o petista tenha recebido cerca de R$ 30 milhões em vantagens de empresas envolvidas no esquema de desvios da Petrobras.
Para organizadores das manifestações do dia 13, a nova fase da Operação Lava-Jato é uma “injeção de ânimo” ao movimento, que pede o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
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