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Protecionismo não é saída para a crise, diz Lula no Fórum Social

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (30), em Belém (PA), que medidas protecionistas não irão resolver a crise financeira internacional. Lula usou o argumento para dizer por que o governo desistiu de aplicar barreiras não-tarifárias a produtos importados.

“O presidente não veta, o presidente decide. Tenho uma tese e já disse várias vezes: não acho que o protecionismo vai resolver o problema da crise. Se cada país resolver colocar um muro em torno de si e achar que não precisa mais de nada, a crise vai piorar”, disse o presidente.

Ele afirmou ainda que caso o presidente Barack Obama ceda a pressões para dar exclusividade de obras a empresas siderúrgicas norte-americanas em seu pacote de gastos seria um “equívoco”. O presidente destacou que princípios como globalização e livre comércio foram pregados pelos países desenvolvidos.

“Se isso é verdade, é um equivoco a gente entender que o protecionismo resolve o problema da crise. O protecionismo, neste momento, vai agravar o problema da crise. É importante lembrar que os países ricos inventaram essa tal de globalização, a história de que o comércio poderia fluir livremente pelo mundo, na época em que estavam crescendo e queriam vender. Não é justo que, agora que eles entraram em crise, esqueçam do esforço do livre comércio, da globalização e passem a ser os protecionistas que eles nos acusaram de ser”, afirmou Lula.

O presidente brasileiro reafirmou também que a crise nasceu nos países ricos e cobrou atitude dos governos dos governantes destes países. “Queremos que os Estados Unidos e a Europa resolvam o problema da crise para o mundo pobre volte a crescer.”

Lula voltou a defender a regulação de mercado financeiro e a diferenciar a crise atual das anteriores, quando os países em desenvolvimento eram obrigados a cortar gastos. O presidente afirmou ainda que os países ricos estão sem direção na crise.

“Uma coisa importante desta crise é que os países ricos não sabem o que fazer. Eu não vi o FMI dar palpite sobre essa crise, não vi o Banco Mundial dizendo como tem de fazer. Quando a crise era no Brasil, todos eles sabiam como resolver, agora que eles têm que resolver é como a gente fala, o calo no pé dos outros é mais fácil”, disse o presidente.
 

 

G1

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