Há cerca de 15 dias, as polícias Militar e Civil da Paraíba foram alvos de reportagens em rede nacional de TV (Programa Fantástico, da Rede Globo), de forma bastante positiva para o nosso Estado. Estas duas instituições foram apresentadas como das mais competentes e preparadas do Brasil, além das menos letais.

Mais que isso, estes dois importantes setores da segurança pública redimiram a já combalida imagem do nosso Estado, profundamente avariada com os inúmeros casos de corrupção denunciados em áudios vazados sobre as investigações feitas pela Operação Calvário.

Inexplicavelmente, o Governo do Estado excluiu da sua pauta de audiência, para discussão sobre reajuste salarial, os dirigentes da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol-PB), o Sindicato dos Peritos Oficiais da Paraíba e a Associação dos Servidores de Polícia Científica da Paraíba, que representam 87% da Polícia Civil.

A Aspol-PB é a maior entidade representativa dos policiais civis da Paraíba, com mais de mil associados, segundo a sua presidenta Suana Melo. Na Polícia Civil, segundo ela, não há nenhuma outra instituição que reúna um quarto dos policiais civis em seu quadro de associados. Isto significa – explicou – que a entidade tem efetiva representatividade e conta com o apoio da categoria para qualquer deliberação.

Fórum
Segundo Suana Melo, foi criado um Fórum de Segurança, do qual a Aspol inicialmente participou, mas que, a certa altura, percebeu-se que algumas votações vinham sendo conduzidas de forma a atender apenas pleitos de grupos minoritários. Por esta razão, a Aspol se retirou do Fórum optando por dialogar diretamente com o governador João Azevêdo. A entidade, no entanto, vem encontrando obstáculos.

Fora
Só para se ter uma ideia, da última reunião realizada com o governador, na quarta-feira passada, a Aspol foi proibida de participar. E a explicação do Governo, através do seu Secretário de Segurança Pública, Jean Francisco, foi a de que a exclusão da entidade no debate teria sido por decisão colegiada do Fórum.
Detalhezinho: o secretário também é membro da Aspol, segundo a presidente da instituição.

Seriam fantasmas?!
Em entrevista para a imprensa, a presidente da Aspol fez uma revelação gravíssima e que precisa ser investigada: há sindicatos de peritos criminais que integram o tal Fórum, cujo endereço constante na Receita Federal na verdade corresponde a uma casa abandonada.
A presidente da Aspol observou que se tem colocado o governador João Azevêdo numa situação bastante constrangedora, além de levar o Fórum a ter uma legitimidade suspeita.

O que querem?
A presidente da Aspol disse que está buscando uma porta de diálogo com o governador João Azevêdo, independente das audiências com o Fórum de Segurança. Explicou que o objetivo da categoria investigativa é buscar melhorias salariais. Sobretudo porque é a que ganha menos em todo o País há pelo menos dez anos.
Suana Melo revelou que estas categorias recebem um terço do que se paga em Estados vizinhos, que têm o mesmo PIB, a mesma realidade demográfica e geopolítica da Paraíba. “Estados muito piores que o nosso, não só paga um salário compatível com a dificuldade do trabalho investigativo”, afirmou em entrevista.

Aniversário
A mais antiga instituição pública da Paraíba, a Polícia Militar, acaba de completar 188 anos de existência. Foi fundada na época do Império e. ao lado da Polícia Civil, recentemente apareceu no programa Fantástico como uma das policias mais preparadas e menos letais, num País em que as PMs têm matado sem pena nem dó.

PT entra ou fica?
A grande dúvida agora é se o PT fica ou sai do governo. O partido está insatisfeito com a adesão do Governador João Azevêdo ao Cidadania.
Mas não tem saída: ou aceita, ou cai fora.

 

Wellington Farias
PB Agora

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