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Procurador acredita que cenário politico atual, gera vácuo de lideranças na PB

 
A tentativa de retomar o financiamento das campanhas eleitorais por empresas no projeto de reforma política, em tramitação no Congresso Nacional, é considerado pelo representante do Ministério Público Eleitoral, advogados e dirigentes de partidos uma porta aberta para a legalização da prática de Caixa 2 e estímulo ao abuso de poder econômico nas disputas eleitorais. Para o procurador regional eleitoral da Paraíba, Marcos Alexandre Bezerra Wanderley de Queiroga, o Brasil vive um momento político conturbado, em meio a investigações e punições alcançando diversas figuras públicas, do cenário político, e habituais financiadores de campanha, do setor empresarial.

Segundo ele, há um cenário de insegurança e desconforto para os próprios políticos, gerando inclusive um aparente vácuo de lideranças aptas a enfrentarem as próximas eleições. De acordo com Queiroga, diante desse quadro, surgem desafios, alguns já para este ano de 2017, os quais ele considera importantes para as eleições de 2018. “Fiscalizar, impedir e punir campanhas antecipadas, que ferem a isonomia entre os candidatos; fiscalizar, impedir e punir o uso anormal da máquina pública, de forma desarrazoada e injustificável, para beneficiar algum candidato; fiscalizar, impedir e punir o Caixa 2 durante a campanha de 2018, melhorando ainda mais os mecanismos de controle, os quais já tiveram um salto qualitativo nas eleições de 2016”, defendeu.

O procurador acredita que a partir das delações dos executivos da Odebrecht, obtidas pelo Ministério Público Federal, foi possível confirmar algo que todos, de certa forma, sempre desconfiaram, mas nem sempre ficou comprovado. “Uma intensa relação promíscua entre os gestores públicos e parlamentares de um lado, e as empresas contratadas para execução de obras públicas de outro”, comentou.

Redação

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