CERCO FECHADO: processo que pode tirar mandato de vereadora de JP tem início na próxima semana; parlamentar terá até oito dias para apresentar defesa

O cerco à vereadora Elisa Virgínia começa a se fechar no PPS. Está confirmado para a próxima semana o início do processo que pode resultar na retirada de seu mandato na Câmara de João Pessoa. Elisa está sendo acusada de ser infiel ao seu partido, quando optou por não seguir determinação de apoio a Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo o presidente da legenda, José Bernadino (PPS), depois de oficialmente notificada, a parlamentar terá até 8 dias para apresentar sua defesa. Feito isso, fica sob responsabilidade do conselho de ética da legenda emitir parecer sobre o caso.

Sem esconder que a permanência da vereadora no partido vem causando mal-estar entre muito dos filiados, Bernadindo confessou que já foi procurado por muitos que cobram uma decisão imediata.

“Os próprios companheiros estão se sentindo prejudicados por ver uma colega seguir posição completamente contrária a uma decisão do partido e não ser punida. O pior de tudo: sem dar a menor justificativa”, declarou.

Para Bernadino, o problema não está apenas no descumprimento de uma determinação por parte de um filiado, mas por se tratar de uma vereadora da Capital, o que gera lima repercussão negativa muito maior.

“Como se não bastasse isso, ele ainda compõe a executiva municipal e estadual do partido. A última pessoa que pode alegar que agiu sem conhecimento das regras é ela”, disparou.

Ainda segundo Bernadino, o fato da parlamentar ter agido sem dar a mínima comunicação ao partido, agrava ainda mais o caso. Lembrou ele que quando a correligionária começou a dar pistas que iria apoiar Maranhão, afirmava que só emitira posição final após as convenções. Passado esse período, simplesmente passou a dar apoio ao atual governador descaradamente, sem ao menos vir ao partido discutir sua decisão.

“Ela teve o direito de se pronunciar, mas nem isso fez”, afirmou.

O futuro da vereadora continuará incerto até a divulgação do parecer do comitê de ética do partido. Dele pode ser indicado, desde uma simples advertência, até a expulsão. Outra situação esperada é que a legenda entre com processo para tirar o mandato da parlamentar.

 

PB Agora

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