Em entrevista a imprensa o Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados, Wilson Filho (PTB) pediu ao Ministério da Fazenda que detalhasse se o governo está envidando esforços para cobrar o déficit da Previdência Social, que no ano passado teria alcançado R$ 149,7 bilhões, é o argumento usado pelo Governo Federal para propor a reforma do setor. Porém, levantamento feito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mostra que as dívidas acumuladas para com a Previdência Social somam mais de R$ 426 bilhões – ou seja, quase três vezes o déficit do setor.
Segundo Wilson, é necessário que o Ministério da Fazenda que detalhe se o governo está envidando esforços para cobrar essa dívida: “Antes de pôr a conta para os trabalhadores, é preciso cobrar das grandes empresas”, disse.
O fato de acordo com ele é que o governo não as cobra com a determinação e a eficiência necessárias – alguns débitos remontam à década de 1960 – e as empresas ou até bancos estatais vão ‘empurrando’, por sua vez, o problema da forma que querem, recorrendo aos meios judiciais ou se aproveitando da omissão governamental. Entre os grandes devedores estão a Caixa Econômica (R$ R$ 549 milhões), Banco do Brasil (R$ 208 milhões), Itaú Unibanco (R$ 88 milhões), Bradesco (R$ 465 milhões), mineradora Vale (R$ 275 milhões) e – o grupo JBS, o segundo maior devedor (R$ 1,8 bilhão), aquela mesmo do empresário Joesley Batista, beneficiado pelo acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato.
Redação








