O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) escondeu da Justiça Eleitoral a posse de imóveis durante quase toda a sua carreira política, segundo a Folha.
A reportagem, assinada pelos repórteres Ranier Bragon e Camila Mattoso, fez levantamento de escrituras e registros no único cartório de imóveis e nos três cartórios de notas na capital Macapá. O resultado é “uma grande diferença daquele declarado pelo político ao longo de sua vida”.
De acordo com o artigo 350 do Código Eleitoral, é crime omitir bens em declarações para fins eleitorais. A pena é de até cinco anos de prisão e multa.
Ainda segundo a reportagem, a família do presidente do Senado é “possuidora de mais de uma centena de imóveis, postos de gasolina, empresas e retransmissoras de TV, entre outros. Desde 2002, Davi vem informando aos seus eleitores ter poucos bens, às vezes nenhum.”
Nas eleições de “2002, 2010 e 2012, por exemplo, Davi Alcolumbre declarou não ter nem um centavo de patrimônio. No ano passado, quando disputou e perdeu o governo do Amapá, afirmou à Justiça Eleitoral ter R$ 770 mil —uma casa de R$ 585 mil, além de depósitos e aplicações bancárias.
Mas o levantamento feito pelo Folha, revela, no entanto, “que desde o final dos anos 90 até pelo menos 2016 há registros de aquisições imobiliárias feitas pelo senador no centro e em condomínios residenciais da cidade.”
Redação
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