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Presidente da CPI contrata empresa para desqualificar denuncias contra Cunha

O presidente da CPI da Petrobras deputado Hugo Mota (PMDB), contratou empresa de espionagem para desqualificar denuncias contra o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Pelo menos é o que afirma a Folha de São Paulo.  A partir de informações do jornal O Estado de S. Paulo, os aliados de Eduardo Cunha na CPI da Petrobras solicitaram ao grupo de espionagem Kroll que priorize as investigações justamente sobre o lobista Júlio Camargo. A ideia dos pares do peemedebista é desqualificar a versão apresentada por Camargo aos investigadores da Lava Jato de forma a demonstrar que ele descumpriu, ao omitir fatos, seu acordo de delação premiada, o que poderia levar à anulação do acordo.

 

Dois dos maiores aliados de Cunha – Hugo Motta (PMDB-PB), presidente da CPI da Petrobras, e André Moura (PSC-SE), um dos sub-relatores do colegiado – foram responsáveis pela escolha de 12 dos alvos da empresa de espionagem. Ainda segundo a reportagem, apenas Cunha, Hugo Motta e André Moura, “em tese”, têm acesso à lista de investigados da Kroll – empresa que foi contratada sem realização de licitação, o que provocou protestos na CPI. Membro do colegiado, o deputado Ivan Valente (Psol-SP) diz que Motta esconde os trabalhos da Kroll.

 

Em entrevista exclusiva veiculada no Jornal Nacional (TV Globo) na noite desta quinta-feira (30), a advogada criminalista Beatriz Catta Preta, que atuava em nove dos 22 acordos de delação premiada da Operação Lava Jato, fez graves acusações contra membros da CPI da Petrobras. Dizendo-se ameaçada por deputados que integram o colegiado, Catta Preta anunciou o fim de sua carreira na advocacia para preservar a integridade física de sua família.“Não recebi ameaças de morte. Não recebi ameaças diretas, mas elas vêm de forma velada. Elas vêm cifradas”, diz a advogada, em trecho da entrevista.

 

Convocada para prestar esclarecimentos na CPI sobre a origem de seus honorários, Catta Preta diz que sua decisão está diretamente relacionada a um dos depoimentos do lobista Julio Camargo. Um dos presos que colaboram com a Justiça em regime de delação premiada, Camargo acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de receber US$ 5 milhões em propina no esquema de corrupção na estatal. Em seus primeiros relatos, o delator não havia denunciado Cunha por “medo”, diz a advogada.

 

Redação com O Estado de S. Paulo

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