Categorias: Política

Presidente da CCJ diz que Prudente vai deixar a presidência da Câmara do DF

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Geraldo Naves (DEM-DF) diz que presidente vai anunciar decisão.
Leonardo Prudente é o deputado que aparece colocando dinheiro na meia.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Geraldo Naves (DEM-DF), afirmou nesta quinta-feira (21) que o presidente da Câmara, Leonardo Prudente (sem partido) vai deixar o cargo nos próximos dias.

 

Segundo Naves, Prudente já adiantou essa posição aos colegas. O presidente da CCJ participou de uma reunião na qual o DEM do DF decidiu manter o apoio ao governador José Roberto Arruda (sem partido), que foi forçado a deixar a legenda.

“Ele (Prudente) já manifestou o desejo de não continuar a frente disso tudo. Ele tem o prazo e vai se afastar por ele mesmo. Acho que vai ser por esses dias. (…) Ele disse que tem intenção, se vai renunciar, pedir licença, como vai se afastar, isso é uma questão dele”, disse Naves.

Prudente é o deputado que aparece em um vídeo colocando dinheiro na meia. Ele está afastado da presidência da Câmara por decisão judicial. No seu lugar assumiu Cabo Patrício (PT). Os aliados de Arruda têm pressionado Prudente a renunciar para que seja feita uma nova eleição para o cargo com a escolha de um aliado para a presidência.

 

O escândalo do mensalão do DEM de Brasília começou no dia 27 de novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.

Nova eleição na CCJ

Naves afirmou ainda que na segunda-feira (25) deverá haver uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para decidir como agir após a decisão da justiça de afastar oito deputados de julgar os processos de impeachment contra o governador e tornar nulos os atos já praticados. No caso da CCJ, a líder do governo, Eurides Brito (PMDB), é uma das integrantes. O mais provável é que haja uma nova eleição para a presidência.

“Vamos reunir os membros e ver. A gente pode tirar a Eurides, o suplente assume e fazemos uma nova votação. Eu vou lançar minha candidatura porque tenho trabalhado com isenção”, disse Naves.

Ele criticou a decisão da justiça de afastar os deputados. “Estou um pouco assustado com isso. Nós não temos parado de trabalhar e estamos dando andamento. Essa é uma questão de interferência, um ataque a democracia. Os deputados ali são isentos e não podem colocar como se ninguém tivesse competência. Toda pessoa tem direitos e está se quebrando o respeito de quem foi eleito de forma legítima”.

 

G1

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