O senador Alvaro Dias (PSDB), líder do PSDB no Congresso Nacional, declarou,em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (22), em Maringá, que votará em seu irmão Osmar Dias (PDT) para o governo do Paraná, e não para o candidato de seu partido, Beto Richa. Preterido por Richa na disputa interna para ser o candidato tucano ao governo, Alvaro vinha se mantendo fora das discussões eleitorais no Paraná e se dedicando exclusivamente à campanha de José Serra (PSDB) à presidência da República, mas nesta manhã decidiu revelar seu voto.
"Todos sabem que sou eleitor e que vou votar. Tenho uma vida de transparência absoluta e não tenho nenhuma razão para esconder meu voto, que não é do político, mas do ser humano. Em respeito à memória de meus pais, e como tendo um irmão na disputa, meu voto para governador será para o Osmar. Meus colegas do PSDB terão de entender minha posição", disse. Alvaro votará no irmão, mesmo com Osmar pertecendo à coligação que tem Dilma Rousseff (PT) candidata à presidência da República.
A declaração de voto de Alvaro ocorre dois dias após Beto Richa usar o senador, colega de partido, para atacar Osmar Dias no debate da RICTV. Ao se defender da acusação de chamar professores estaduais de "laranjas podres" em um discurso, Beto disse que referia-se a um grupo de comissionados que estaria espalhando inverdades a seu respeito e provocou. "Não é minha família que deve explicações sobre histórico de maus tratos a professores", em alusão à época em que Alvaro Dias, então governador do Paraná, autorizou a utilização da cavalaria da Polícia Militar para conter uma manifestação dos servidores da Educação.
Participando ativamente da coordenação da campanha de Serra, Alvaro já havia criticado, ontem, o pouco espaço dado ao candidato tucano à presidência pela campanha no Paraná. "Eu não estou acompanhando, mas ouço muito que aqui o candidato não foi promovido como deveria. Quando venho ao Paraná no final de semana e assisto televisão, fico espantado com o massacre de Dilma e Lula, que ocupam todos os espaços da coligação do PT, enquanto o Serra fica totalmente ausente porque não tem sido colocado nos espaços que pertencem ao PSDB. Isso é real, estou apenas constatando. Estou vendo a ausência quase absoluta do Serra dos meios de comunicação de massa, em contraste brutal com a presença massificante da Dilma e do Lula", disse.
"O provincianismo em vários Estados levaram candidatos até do PSDB a priorizar um projeto local em detrimento de um projeto maior, que é o nacional", concluiu.
Terra
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