Categorias: Política

Porque o homem de 1 milhão de votos não quer Cícero?

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A cada dia que passa procuro entender o porquê de o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) não querer o colega – será que ele ainda o chama assim? – Cícero Lunena candidato do partido ao Governo da Paraíba em 2010. Já rodei, rodei e não encontrei a resposta. Não encontrei porque os argumentos que foram apresentados, até agora, não convenceram a mim.

Dizer que Cícero não tem experiência para tal não é verdade. Duas vezes prefeito de João Pessoa, ex-governador da Paraíba, ex-ministro, atual Senador da República… tudo isso já é currículo suficiente.

Dizer, também, que ele não é competitivo, não cola: Cícero tem, segundo os levantamentos de que se tem notícia, cerca de 14% – embora existam levantamentos de ‘consumo interno’ em que ele aparece em situação melhor. Eu mesmo vi um deles. E Cícero aparece com este índice, a preço de hoje, totalmente sem o apoio dos ‘amigos e correligionários’.

Aliás, este argumento também cai por terra quando se lembra que num passado não tão remoto assim, Ronaldo Cunha Lima tinha quase metade disso quanto entrou na disputa pelo Governo do Estado e saiu-se vencedor. Na eleição para o Senado, em 2006, o próprio Cícero não era acreditado e venceu. Veneziano, em Campina Grande, passou de uma terceira posição, em 2004, para sair vitorioso nas urnas. E tomaria o espaço todo citando exemplos.

É claro que Cássio, liderança política que é, ao decidir aparecer ao lado de Cícero Lucena, cidade por cidade, bairro a bairro, rua a rua, casa a casa, evento a evento, transferiria seus votos para ele. Se não em sua totalidade, mas na grande maioria. Ou ele não tem 1 milhão de amigos, como apregoou depois da reeleição para o Governo do Estado, em 2006?

Cássio, tido como o grande líder do PSDB, o homem de 1 milhão de votos, poderia muito bem pegar Cícero pelo braço e correr a Paraíba. Há tempo de sobra para fazer um teste com o senador, até a definição das candidaturas, o que só ocorrerá no mês de junho do ano que vem.

E poderia, até, fazer um pacto com o amigo-senador: se após o périplo Cícero permanecer com os índices que tem hoje, retiraria a sua candidatura. Mas fritar o ‘amigo’ de véspera não. Será peru de Natal? E o espírito natalino, ainda existe no ninho tucano?

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