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Por que o Japão é um reduto da direita entre brasileiros no exterior?

O resultado (ainda parcial) dos boletins de urna da eleição presidencial entre brasileiros residentes no Japão voltou a chamar atenção neste domingo (4). Flávio Bolsonaro (PL) venceu com ampla vantagem sobre Lula (PT), repetindo um comportamento eleitoral que já vem de outras eleições.

Flávio recebeu 24.601 votos, contra 5.234 de Lula no país. O resultado mantém praticamente o mesmo padrão registrado em 2022, quando Jair Bolsonaro conquistou 72,2% dos votos válidos no Japão, contra 13,5% de Lula.

A preferência pela direita entre brasileiros no Japão, porém, é anterior à família Bolsonaro. Estudos e análises sobre a comunidade apontam que esse comportamento já era observado desde as primeiras eleições com votação brasileira no exterior.

Um dos fatores citados é o perfil da comunidade brasileira no país, formada em grande parte por trabalhadores que migraram para o Japão a partir das décadas de 1980 e 1990. Pesquisadores também apontam a resistência de parte desse eleitorado ao PT e a identificação com pautas associadas à direita.

O fenômeno não se repete necessariamente em toda a comunidade brasileira no exterior. Em países como Austrália, Nova Zelândia e Coreia do Sul, Lula aparece à frente.

No Japão, entretanto, o resultado de 2026 reforça uma característica que atravessa eleições: o país permanece como um dos principais redutos eleitorais da direita entre brasileiros que vivem fora do Brasil.

Como estão os resultados por país?

Confira os números dos boletins já divulgados:

  • Nova Zelândia: Lula — 234 votos (70,48%); Flávio Bolsonaro — 64 (19,28%).
  • Quênia: Lula — 26 (56,52%); Flávio Bolsonaro — 17 (36,96%).
  • Malásia: Lula — 44 (53,66%); Flávio Bolsonaro — 27 (32,93%).
  • Indonésia: Flávio Bolsonaro — 19 (61,29%); Lula — 8 (25,81%).
  • Tailândia: Flávio Bolsonaro — 51 (51,52%); Lula — 40 (40,40%).
  • Emirados Árabes Unidos: Flávio Bolsonaro — 659 (48,63%); Lula — 512 (37,79%).
  • Jordânia: Lula — 675 (85,77%); Flávio Bolsonaro — 59 (7,50%).
  • Israel: Flávio Bolsonaro — 523 (74,29%); Lula — 92 (13,07%).
  • Chipre: Lula — 24 (41,38%); Flávio Bolsonaro — 20 (34,48%).
  • Finlândia: Lula — 475 (68,54%); Flávio Bolsonaro — 155 (22,37%).

Outros resultados divulgados posteriormente incluem:

  • Austrália: Lula — 4.562 (56,11%); Flávio — 2.579 (31,72%).
  • Coreia do Sul: Lula — 123 (56,94%); Flávio — 72 (33,33%).
  • China: Lula — 268; Flávio — 98.
  • Singapura: Lula — 190 (54,60%); Flávio — 92 (26,44%).
  • Filipinas: Flávio — 33 (53,23%); Lula — 26 (41,94%).

A vantagem é puxada principalmente pelo Japão, onde o candidato do PL recebeu 24,6 mil votos contra 5,2 mil do petista. Os números ainda são parciais e não representam a totalização oficial do eleitorado brasileiro no exterior.

Com informações da Exame, BBC Brasil, UOL e dados do TSE.

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