O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (2) para indeferir o registro de candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. O julgamento analisa um recurso do Ministério Público Eleitoral que aponta suposto uso da facção Nova Okaida para favorecer o projeto político do candidato.
Quatro dos sete ministros que integram a Corte já votaram pelo indeferimento. A ministra Estela Aranha foi a quarta a se posicionar contra a candidatura, acompanhando o relator, Ricardo Villas Bôas Cueva. Antes dela, Floriano de Azevedo Marques Neto e Dias Toffoli também haviam votado nesse sentido.
O julgamento foi interrompido após o ministro André Mendonça pedir vista do processo. Apesar da suspensão, a maioria foi formada com os quatro votos contrários ao registro.
Em seu voto, Cueva afirmou que as provas reunidas no processo indicam que Cícero teria sido beneficiado pela atuação da Nova Okaida nas eleições de 2020 e 2024.
O relator também citou investigações envolvendo Janine Lucena, filha de Cícero, e Lauremília Lucena, ex-primeira-dama. Segundo o ministro, o processo aponta ainda para uma suposta troca de vantagens eleitorais por benefícios relacionados à atuação política.
PB Agora
