PMDB repete falha de 2014 e já acumula quatro teses sobre as eleições de 2016 em JP
A falta de sintonia no âmbito do PMDB paraibano vivida nas eleições de 2014 deve se estender, também, para o pleito de 2016, mais precisamente no que diz respeito às articulações para a disputa municipal em João Pessoa, Capital da Paraíba.
O imbróglio novamente gira em torno dos nomes que podem encabeçar a chapa majoritária e também sobre a possibilidade de o partido abdicar do protagonismo para ceder espaço para outra agremiação.
Ao preço de hoje, pelo menos quatro teses se acumulam entre as forças da legenda, sendo duas delas pela candidatura própria, e outras duas pelo apoio a candidatura de outras legendas.
A primeira tese posta na mesa é a defendida pelo deputado federal Manoel Júnior (PMDB), que defende a candidatura própria do PMDB em João Pessoa, tendo o nome dele como opção para encabeçar a chapa.
A outra tese de candidatura própria é do deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), que nesta quarta-feira (22), defendeu, abertamente, o nome do deputado Gervásio Maia como opção para representar a sigla no pleito de João Pessoa.
“Defendo a candidatura própria e essa tese tem sido majoritária dentro do partido, inclusive, a executiva municipal já aprovou, restando apenas à executiva estadual referendá-la e percebo o nome do deputado federal Manoel Jr. muito forte, mas também vejo o crescimento em torno do nome de Gervásio Maia”, disse.
Assim como em 2014, também há a ala que defende uma composição com outras legendas. No pleito estadual passado, por exemplo, o deputado federal Manoel Júnior rejeitou a tese de candidatura própria e fez campanha para o candidato do PSDB. Enquanto isso, outros membros do partido defendiam à reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). Sem falar na pequena ala que trabalhou durante o primeiro turno na campanha do candidato Vital do Rêgo (PMDB) para o Governo da Paraíba.
Sobre a tese de apoio a outras legendas no pleito de 2016 em João Pessoa, PT e PSB dividem a preferência de alguns peemedebistas. Uma ala quer a manutenção da aliança feita no segundo turno de 2014 com o governador Ricardo Coutinho, em uma espécie de “permuta”, com o PMDB apoiando o PSB em João Pessoa, em troca do apoio da legenda do governador Ricardo Coutinho, o PSB, em Campina Grande. Ou seja, o apoio do PMDB na Capital pelo apoio do PSB na Rainha da Borborema.
A última tese, ainda minoritária, é a defendida pelo vereador de João Pessoa, Fernando Milanez. O parlamentar é o único representante do PMDB na Câmara Municipal e defende abertamente o apoio à reeleição do petista.
Na análise de Milanez, Cartaxo sempre foi coerente com o PMDB, mas não recebeu o mesmo apoio. “Como é que diz que faz oposição com cargos na Prefeitura. Antes de me cobrar qualquer coisa tem que entregar os cargos. Luciano Cartaxo sempre esteve com o PMDB. Ele foi o vice de Maranhão, foi deputado estadual com apoio do PMDB. A única vez que Cartaxo disputou a eleição sozinho, contra Maranhão, ganhou”, defendeu Milanez.
Pelo que se nota, ‘muitas águas devem passar por debaixo da ponte peemedebista’, mas o desfecho corre o risco de ser o mesmo de 2014, com cada ala fazendo valer sua vontade, sem consenso e sem unidade partidária.
Márcia Dias
PB Agora
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