O Palácio do Planalto avalia que ainda tem votos suficientes para segurar no plenário da Câmara dos Deputados a aprovação da abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, apesar desse número ter diminuído nas últimas semanas, disseram à Reuters duas fontes palacianas.
A avaliação foi feita na reunião de coordenação política, na manhã desta segunda-feira (21), em que a presidente reuniu, além dos tradicionais ministros da palacianos, representantes da base aliada como Eduardo Braga (Minas e Energia) e Marcelo Castro (Saúde), ambos do PMDB, André Figueiredo, das Comunicações (PDT), Gilberto Kassab, das Cidades (PSD), Antônio Carlos Rodrigues, dos Transportes (PR) – além dos líderes do governo no Congresso.
O diagnóstico é que o governo pode perder na comissão especial, e a presidente pediu aos ministros que pressionem seus líderes para tentar reverter votos.
Ainda assim, mesmo que perca na comissão, o Planalto avalia que mantém os 172 votos para segurar o processo em plenário. "Os números ainda flutuam, mas o governo ainda acredita que dá para barrar o impeachment nessa primeira fase", disse à Reuters uma das fontes consultadas.
Outro consenso da reunião é que o trabalho de articulação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisa começar logo, independentemente das decisões do STF (Supremo Tribunal Federal) relativas à sua nomeação para a Casa Civil, que o governo não tem como controlar.
Lula chega a Brasília no início da noite desta segunda-feira para conversar com a presidente, disse uma das fontes, e traçar a estratégia de recomposição da base.
O ex-presidente deve atuar como "ministro informal" até a decisão do STF. Oficialmente, a secretária-executiva da Casa Civil, Eva Schiavon, fica como ministra substituta.
Na reunião desta segunda, os ministros da base aliada informaram à presidente que têm sido cobrados por parlamentares por ainda permanecerem no governo e pediram medidas do governo, especialmente na área econômica, contou a fonte à Reuters.
O Planalto já estuda ações de incentivo, especialmente na área de construção civil e em obras governamentais, como disse o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner — hoje ministro da Chefia de Gabinete da Presidência — em entrevista na semana passada.
Redação com UOL
O ex-presidente do PT na Paraíba, Jackson Macêdo, repercutiu nesta quinta-feira (09) nas redes sociais,…
O pré-candidato ao Senado Federal e presidente estadual do PSB, João Azevêdo, reuniu, na tarde…
O governador Lucas Ribeiro reuniu, nesta quinta-feira (9), na Granja Santana, em João Pessoa, os…
A vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia, afirmou nesta quinta-feira (9) que irá apoiar a…
Após o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), se posicionar publicamente contra…
Durante a inauguração de um dos viadutos de Cabedelo nesta quinta-feira (9), o ministro dos…