O aparecimento de óleo em praias do Nordeste, já considerado o maior desastre natural da costa brasileira, segue sendo motivo de preocupação. Em entrevistas a uma emissora de rádio da capital, Carlos Alberto Marcolino, conhecido por Talula, presidente da colônia de pescadores do município de Cabedelo, fala dos prejuízos a categoria sofridos pelo desastre e como a medida adotada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento que anunciou o pagamento de uma parcela extra do seguro-defeso para os pescadores artesanais afetados, não ajudará os membros dessa colônia.

Segundo Marcolino, mais da metade dos 3 mil trabalhadores não receberão o benefício, já que muitos ainda não deram entrada para receber o benefício e outros não se enquadram na categoria do pescado e da lagosta, mas são essenciais do trabalho da pesca artesanal. “Infelizmente, por mais que a gente dê orientações, muitos pescadores terminam não se cadastrando. Então, esses serão mais prejudicados ainda, porque a pesca já está fraca”, disse Carlos Alberto, preocupado com a categoria.

“É preciso pegar o óleo lá, porque se chegar na costa e nos manguezais, vai prejudicar também quem trabalha com marisco, sururu e outros pescados que têm no mangue”. O pescador, que estava embarcado com mais quatro colegas, conta que só trouxe 150 quilos de peixe e que a média para esse tipo de pescaria é de 300 a 350 quilos. “Para cinco homens, não paga nem o gelo que a gente leva”, afirmou o pescador José Gomes da Cruz, sobre manchas que encontrou próximo às regiões de Acaú e Pitimbu, litoral sul da Paraíba.

O seguro-defeso para os trabalhadores de pescado já começa agora em novembro e segue até o mês de janeiro. Já para os lagosteiros o período de defeso é de 6 meses, de novembro a março. Cada seguro defeso equivale a um salário mínimo. E com o auxílio extra dado pelo ministério, os pescadores que possuem o direito devem ganhar um mês a mais.

Ações – Até o momento, não há notícias de surgimento de novas manchas de óleo na Paraíba, mas o Governo do Estado planeja estratégias a serem tomadas caso o litoral do estado volte a ser atingido.

Conforme relatório da Sudema, o primeiro caso noticiado da presença de óleo nas praias do litoral da Paraíba foi no município do Conde, no dia 30 de agosto, quando nove praias (Tambaba, Arapuca, Coqueirinho, Tabatinga, Carapibus, Jacumã, do Amor, Gramame e Barra de Gramame), numa extensão de aproximadamente 20 km de orla, foram atingidas por fragmentos de óleo cru. Logo em seguida, no dia 1º de setembro, as manchas atingiram a Praia do Bessa, em João Pessoa, e mais quatro praias no município de Cabedelo.

Veja mais:

Governador se reúne com ministro do Meio Ambiente e cobra providência sobre manchas de óleo

 

Redação   

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